Prefeitura de Curitiba usa drone para localizar possíveis focos do mosquito transmissor da dengue
- 22 de mai. de 2023
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22/05/2023

A Prefeitura de Curitiba utiliza drone para identificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças graves como dengue, zyka e chikungunya. Os agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) usam o dispositivo na inspeção de locais de difícil acesso.
“É mais um exemplo do nosso conceito de Saúde 4.1, um modelo que incorpora tecnologia às práticas dos nossos profissionais em benefício da população”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.
O drone ajuda a vencer obstáculos e distâncias, como terrenos baldios cercados por muros, prédios altos e empresas com grande extensão.
Quando um agente identifica uma área assim, ele pode recorrer a essa tecnologia depois de agendar a inspeção.
Graças ao dispositivo, são registradas imagens em alta definição que auxiliam na identificação de uma situação de risco, com possíveis criadouros do mosquito.
Foi o que aconteceu no cruzamento das ruas Carmelo Rangel e Bruno Filgueira, no Batel, uma área ocupada por três casas cercadas por tapumes. O agente de combate a endemias Orlando Pereira operou o drone e teve alguma dificuldade por causa das árvores, mas conseguiu encontrar o que procurava: a piscina.
“Está cheia de água”, contou Pereira, de olho na tela. Agora, a equipe do Distrito Sanitário Matriz vai atrás dos proprietários dos imóveis para que eles tomem providências. Água parada é ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
Na semana passada, a equipe encontrou um exemplar do mosquito Aedes aegypti no escritório que fica em frente às casas inspecionadas com apoio do drone.
A intenção da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é notificar os donos das casas para que façam a limpeza da área (também cheia de entulho) e da piscina (que deve ser coberta ou receber cloro).
“As imagens do drone são importantes para embasar eventuais processos administrativos”, observou a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco.
A documentação de situações de risco agiliza soluções, principalmente em casos não relacionados a imóveis abandonados.
“Às vezes, a notificação já resolve”, revelou Tatiana, e os proprietários limpam os terrenos, além de cobrir piscinas e caixas d’água antes que virem criadouro de mosquito.
Foto: Orlando Pereira/SMS







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