Com licitação do lixo à frente, vereadores visitam aterros

24/10/2021


Parlamentares também vistoriaram a Pirâmide Solar e o Bairro Novo do Caximba



Na quinta-feira (21), vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) foram recebidos na Administração Regional do Tatuquara. Pela manhã, conversaram com o administrador Marcelo Ferraz Cesar sobre o planejamento da Prefeitura de Curitiba para a região, visitando na sequência a região que será transformada no Novo Bairro do Caximba. À tarde, os parlamentares vistoriaram o Aterro do Caximba, que receberá o projeto Pirâmide Solar, para geração de energia fotovoltaica, depois se dirigindo à Estre Ambiental, onde discutiram a situação atual da coleta e destinação final de resíduos na Grande Curitiba.


Participaram da atividade o presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), Indiara Barbosa (Novo), Amália Tortato (Novo), Nori Seto (PP), Mauro Bobato (Pode), Leonidas Dias (Solidariedade) e Herivelto Oliveira (Cidadania). Além de se inteirar sobre os projetos do Executivo, as visitas serviram para os vereadores avançarem na fiscalização do novo modelo de gestão dos resíduos sólidos. Na Estre, a secretária executiva do Conresol (Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos), Rosamaria Milléo Costa, afirmou que a estruturação da nova licitação está em vias de ser concluída.


“Estamos nos últimos ajustes, para lançar o quanto antes o edital [de licitação]. Não há projeto desse porte no Brasil”, ela disse, referindo-se à proposta de descentralizar a destinação final dos resíduos em quatro pontos diferentes, em vez de concentrar, como é hoje, quase a totalidade do que é produzido nos 24 municípios do Conresol no aterro da Estre Ambiental, em Fazenda Rio Grande - há outro ponto de recebimento, da empresa Essencis, mas com menor capacidade.


A ideia é que na nova licitação haja a compensação dos custos de operação, pela concessionária do sistema, com os produtos gerados da transformação dos resíduos em energia, por exemplo. Então, se hoje o Conresol paga R$ 81,08 por tonelada destinada aos aterros, quem assumir o serviço deixará de cobrar das cidades do Conresol parte do valor. Além de baixar o custo, por estimular o reaproveitamento dos resíduos, a nova modelagem reduz o uso do aterro para depósito de rejeitos, ampliando a vida útil das áreas.


“A CMC está de olho nesses processos futuros, da licitação e do consórcio. É importante essa perspectiva de enterrar cada vez menos lixo, gerando riqueza e ganhos ambientais da gestão de resíduos”, afirmou Tico Kuzma. “É importante conhecer pessoalmente as instalações, em detalhe, para as ações de fiscalização”, completou Indiara Barbosa, que havia visitado a Regional do Tatuquara antes, para saber da situação de escolas da área. “Conhecer a operação, em todas as suas fases, é muito importante”, concordou Seto.


Herivelto Oliveira, ao final das visitas, destacou o avanço no tipo de manejo e os benefícios da adoção de uma modelagem mais moderna para a gestão ambiental da cidade. Na mesma linha, Amália Tortato, cuja defende a pauta do 'lixo zero', e que não conhecia os aterros pessoalmente, elogiou a iniciativa da Câmara de Curitiba de fazer as vistorias para ampliar o conhecimento técnico dos parlamentares. Para Leonidas Dias, a atividade foi uma prévia do debate que a CMC sediará, no dia próximo dia 27, às 19h, quando discute, em audiência pública com municípios da região metropolitana, a redução do uso de produtos descartáveis.

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