Cascavel vence Rio Branco por W.O. pelo Estadual

24/01/2022


Time de Paranaguá não conseguir inscrever os seus atletas



O FC Cascavel começou o Campeonato Paranaense com uma goleada de 3 a 0, mas sem jogar um minuto sequer. É o que prevê o regulamento quando o adversário, neste caso o Rio Branco, não entra em campo para a partida prevista para este sábado (22), no Estádio Olímpico Regional.


O trio de arbitragem e os 11 titulares da Serpente Aurinegra entraram no gramado, deram o primeiro toque na bola e isso foi o suficiente para o time da casa assegurar os três pontos. O fato ocorreu com portões fechados e contou com a solidariedade do presidente do Cascavel, Valdinei Silva,


Ele colocou a equipe cascavelense à disposição para disputar a partida em outra data, porém o clube agora deixa a situação nas mãos da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que passadas mais de 24 horas ainda não se pronunciou oficialmente sobre o imbróglio envolvendo o Rio Branco.


“O Cascavel, até onde foi possível, não se opôs em relação à possibilidade da remarcação da partida. É uma forma de mostrar solidariedade ao nosso adversário. No ano passado, tivemos um problema com casos de Covid-19 no nosso elenco na semifinal do Estadual, pedimos o adiamento do jogo, e não tivemos o mesmo entendimento do nosso adversário. Então para mostrar humanidade, que futebol é muito mais do que um jogo, nós deixamos claro que estávamos dispostos ao adiamento da partida. Mas, essa questão não depende da gente”, disse ele em pronunciamento divulgado pelo clube.


Para os torcedores locais, o Cascavel informou que os ingressos seguem válidos para o próximo jogo da equipe no Estadual, nesta quarta-feira (26), frente ao União Beltrão, às 20h, mais uma vez no Olímpico Regional.


O advogado Eduardo de Vargas Neto, responsável pelo Jurídico do Rio Branco desde novembro do ano passado, divulgou uma nota neste sábado para rebater o que chamou de “inúmeras informações equivocadas” publicadas pela imprensa e que colocariam o profissional como o responsável pelo não-registro dos jogadores do Leão da Estradinha (veja o sistema aqui).


Vargas Neto explicou que solicitou desde o fim de novembro o acesso ao sistema de gerenciamento de atletas junto à FPF, mas que foi inicialmente necessário fazer alterações na presidência do clube junto à Receita Federal – condição imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pela própria FPF – para obter tal acesso ao sistema.


Internamente junto ao Rio Branco, a situação se arrastou sem solução ao longo de dezembro e apenas após uma nova cobrança, na primeira semana de 2022, o clube informou que toda a papelada seria enviada à Receita Federal. Com tudo isso, segue a nota, o acesso ao sistema só foi concedido na última terça-feira (18), tanto junto à FPF quanto ao BID da CBF.


“Entre o dia 19/01 e 20/01 trabalhamos ininterruptamente por 17 (dezessete) horas, findando somente na manhã de quinta-feira os registros, emissão de boletos e geração de contratos de 26 (vinte e seis) atletas e 8 (oito) membros da comissão técnica. Importante salientar que cada inserção nos 2 (dois) sistemas (CBF e FPF) leva em torno de 30 a 40 minutos, ao passo que foi necessário este máximo empenho para poder ter todos em condições de assinar os documentos na quinta-feira, dia em que a delegação viajaria (como de fato viajou) para a cidade de Cascavel”, continua o comunicado.


Para agravar o problema, de acordo com o advogado, a diretoria do Rio Branco preferiu pagar as taxas da CBF por meio de boleto, quando a orientação fosse por cartão de crédito (“pois nesta modalidade a liberação se dá de forma automática, não restando esta pendência no sistema”). Sem a compensação bancária automática, a presença de 16 jogadores oriundos de outros estados e federações e a instabilidade do sistema da CBF, por fim, impediram o registro dos atletas em tempo hábil.


“Todas as circunstâncias aqui expostas retratam a realidade fática envolvendo este infausto episódio, o qual trouxe muitos prejuízos ao Rio Branco SC, à torcida parnanguara e ainda ao Futebol Paranaense! Em síntese, cobramos a regularidade documental e de representação desde que assumimos o jurídico do clube em 24/11/2021, todavia esta questão (que impossibilitou a realização de registros e geração de contratos com tempo hábil para inscrever os atletas no BID) somente foi dirimida entre os dias 18 e 19/01/2022”, completa a nota.


Por fim, o advogado afirmou que não tolera e repudia qualquer responsabilidade por toda a “barafunda” (situação sem controle em que tumulto é produzido por um grupo de pessoas) na qual o clube foi envolvido.

Últimas Notícias