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Aos 82 anos, artista expõe relógios de madeira no Centro Cultural Vilinha

  • 16 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

16/05/2025



O tempo ganha forma na exposição do artista Otide Deggerone. A mostra O Menino do Tempo está em cartaz no Centro Cultural Vilinha, no Bairro Alto, até 4 de agosto, com entrada gratuita. Aos 82 anos, Otide reúne em sua produção uma trajetória marcada pela simplicidade, afeto e a descoberta da arte como forma de expressão.


A exposição está aberta de terça a domingo, das 9h às 17h, e é uma oportunidade de conhecer não só a obra de Otide, mas de poder reconhecer a arte como reinvenção da vida e da memória.


Arte naif


A exposição reúne uma seleção de cerca de 30 relógios feitos manualmente por Otide, com materiais reaproveitados, como madeiras de pallet. “O acabamento é feito com óleo vegetal, com cuidado em cada peça”, explica o artista. Os relógios são pensados como esculturas do tempo, trazendo formas geométricas e detalhes que impressionam pela precisão e criatividade.


A curadoria destaca a fusão entre a pintura naif e elementos do expressionismo. “A pintura dele é primitiva, espontânea. Quando ele começou a pintar, queria fazer igual a outros, mas entendemos que o valor da arte dele está justamente na origem, no traço autêntico”, afirma o curador da exposição e professor de pintura João Carneiro.


As obras foram expostas anteriormente em Castro, cidade da região dos Campos Gerais, no interior do Paraná. “Esse ano está sendo muito gratificante para ele. É um alívio para nós vê-lo com saúde, ativo, criando. Uma pessoa de 82 anos com um propósito é uma bênção”, relata Jacir Deggerone, filho do artista.


Arte como encontro


Otide também é integrante do coletivo Cores da Vilinha, espaço da Fundação Cultural de Curitiba que oferece atividades artísticas para a comunidade. Todas as quintas-feiras, das 14h às 17h, acontecem aulas gratuitas de pintura em aquarela, acrílico e desenho.


Serviço


O Menino do Tempo 


Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h. Até 4 de agosto


Centro Cultural Vilinha (Rua Marco Polo, 1.560 – Bairro Alto)


Entrada gratuita


Foto: Cido Marques

 
 
 

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