Abrabar debate parceria com a Polícia Militar para conter crimes em Curitiba e RMC

30/11/2021


Onda de furtos e roubos tem assustado os comerciantes da capital e da Região Metropolitana



A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) recebe, às 15h do próximo dia 1º de dezembro (quarta-feira), a comandante da 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Capitã Carolina Pauleto Zanca. Durante a reunião serão discutidas ações e estratégias para conter a onda de furtos, roubos e arrombamentos que tem apavorado empresários e trabalhadores de Curitiba e da região metropolitana.


A intenção também é de tratar de assuntos de interesse da sociedade, "especialmente de nossa categoria, para aprimorarmos ações preventivas e parcerias contra estes delitos e outras situações que incomodam a comunidade", afirma o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo. Nas últimas semanas, a entidade tem recebido vídeos e fotos mostrando a ação dos meliantes, que ocorrem durante o dia e especialmente no período noturno.


Um levantamento organizado pela rádio Banda B mostra, em dados informados pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, mostra a realidade dos crimes registrados nos 74 bairros de Curitiba no primeiro semestre de 2021. No período, a capital teve 42.354 registros de delitos contra o patrimônio, aumento de 18% no comparativo do mesmo espaço de tempo do ano passado (35.741 ocorrências).


A estatística revela as 10 regiões de maior incidência de crimes. O Centro da capital tem o maior índice com 3.912 casos, seguido do Sítio Cercado, com 2.044 e Água Verde, com 1.667. O monitoramento revela ainda os crimes ocorrido no Boqueirão (1.583), Cajuru (1.554), Portão (1.311), Uberaba (1.262), Cidade Industrial (1.150), Pinheirinho (1.094) e Tatuquara (1.058).


Dura realidade


A situação está tão crítica, conforme registros da imprensa, que uma loja de eletrônicos já foi alvo de oito assalto nos últimos meses. "A área central de Curitiba - Largo da Ordem, Centrão, São Francisco... virou uma área sem lei. Os empresários estão desesperados e vamos tentar fazer ações conjuntas, patrulhamento ostensivo, repressão".


"Com os altos índices de drogados pelas ruas, eles atacam sem distinção. Precisamos fazer uma estratégica conjunta para tentar resolver e minimizar esta situação", disse Aguayo. Os marginais, segundo ele, roubam os objetos dos mais inusitados.


"Se os empresários não recolhem ou acorrentam luminárias, toldos, cabos, placas, jardineira ... está surreal, por isto este desespero para tentar segurar, ainda mais agora, no fim de ano, os roubos tendem aumentar", completou o presidente da Abrabar.

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