Abacate conquista o lugar do café no Vale do Ivaí e no Norte do Paraná

21/06/2021


Cultivo da fruta teve um incremento de 19% na área de plantio e de 34,1% em produção nos últimos dez anos




As curvas em sequência na estrada rural de terra batida terminam na propriedade do agricultor João Costa. É lá, no sítio de 18 alqueires em um distrito de Apucarana, no Vale do Ivaí, que ele se esconde.


Passa horas e horas, dias e dias, absorto pelas árvores de abacate. Só volta para a cidade quando o sol já não é mais companhia na roça.


É do sítio que tira o sustento da família. São 600 pés e mais de 400 toneladas de abacate por ano que ele espalha pelo Brasil – São Paulo, Pará e Pernambuco são alguns dos estados compradores. Fora a outra propriedade, em Lidianópolis, que tem mais 75 pés dando fruto.


Produção em expansão, assim como tantos outros agricultores da região, o seu João trocou o café pela fruta. Ainda mantém uma pequena plantação do “ouro negro”, mas por pouco tempo. Já decidiu que vai usar todo o espaço em Apucarana para o abacate, adicionar a variedade Breda às variedades Margarida e Quintal, que ele já cultiva.


“São mais de 30 anos de abacate. Comecei com 20 pés e decidi me dedicar porque logo na primeira colheita consegui comprar um Uno zero. Vi que esse era o caminho. Já encomendei 400 mudas e quero fechar o ano com mais de mil pés”, destaca o agricultor.


O veterano “abacateiro” é um dos puxadores do crescimento da participação da fruta no Paraná. O abacate teve um incremento de 19% na área de plantio e de 34,1% em produção no Estado nos últimos dez anos. Apesar de o volume ainda não ser expressivo nacionalmente, é uma cultura importante, sobretudo no Vale do Ivaí e na Região Norte.


De acordo com o censo agropecuário elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2019, o Paraná é o terceiro maior produtor de abacate do País, responsável por 9,7% do volume nacional. Fica atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.


O solo paranaense produziu ano passado 26,4 mil toneladas da fruta em 1,3 mil hectares, o que representa 1,9% do volume da fruticultura estadual. Em 2019, o Valor Bruto da Produção (VPB) somou R$ 4,9 milhões.


Foto: Gilson Abreu/AEN


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