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Trump teria pago apenas US$ 750 em impostos em 2016 e 2017

Presidente dos EUA não havia pago nenhum imposto de renda em dez anos



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagou apenas US$ 750 em imposto de renda federal de 2016 e 2017, enquanto dirigia com sucesso sua campanha para presidência em 2016 e iniciava seu primeiro mandato, segundo registros fiscais obtidos pelo jornal “The New York Times”. Segundo uma reportagem publicada no domingo (27) pelo jornal, Trump passou anos evitando pagar qualquer imposto de renda federal porque perdeu muito mais dinheiro do que ganhou ao longo desse tempo.


Segundo o “NYT”, até 2016, Trump não havia pago nenhum imposto de renda em dez dos 15 anos anteriores. O jornal afirma ter dados fiscais que datam de quase duas décadas e cobrem centenas de empresas que compõem o império empresarial do presidente.


O jornal aponta que a maioria dos “principais empreendimentos” de Trump, como seus campos de golfe, registram perdas de milhões e, às vezes, dezenas de milhões de dólares por ano. Desde 2000, Trump relatou prejuízo de US$ 315,6 milhões no segmento. Ao mesmo tempo, segundo os registros, seu hotel em Washington teve prejuízo de mais de US$ 55 milhões em 2018, apenas dois anos após sua inauguração.


Trump negou as informações durante uma entrevista coletiva ontem e afirmou: “Eu pago muito, e eu pago muito em impostos de renda estaduais”.


A reportagem não mostra qualquer ligação financeira com a Rússia ou seu presidente, Vladimir Putin, nem revela mais informações sobre pagamento de um acordo de não-divulgação de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels, com quem Trump supostamente teve um caso em 2006 –o pagamento é o foco da investigação do promotor distrital de Manhattan sobre a história tributária de Trump.


O governo deu a Trump US$ 72,9 milhões em restituição de impostos federais que ele havia pago de 2005 a 2008, com juros. O pagamento ao atual presidente decorre, em parte, de uma perda de mais de US$ 700 milhões, que Trump informou em sua declaração em 2009, segundo o “NYT”. Essa alegação pode ser crucial para uma auditoria em andamento da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) sobre os registros de Trump, para determinar se ele vai ficar com os US$ 72,9 milhões que lhe foram dados pelo governo. Este e todos os reembolsos de mais de US$ 2 milhões requerem aprovação dos auditores da IRS e uma opinião do Comitê Conjunto de Tributação do Congresso. O caso está aberto há anos e, se Trump for condenado, terá de estornar a restituição, incluindo juros e multas, o que poderia custar para o presidente mais de US$ 100 milhões.


Trump é pessoalmente responsável por US$ 421 milhões em dívidas, cuja maior parte irá vencer nos próximos quatro anos, segundo o jornal. Isso leva a crer que talvez seja necessário um credor para executar a hipoteca do presidente dos Estados Unidos. Os ativos de Trump para pagar essas dívidas também diminuíram muito nos últimos anos, especialmente seus investimentos em ações e títulos. Desde 2014, ele vendeu mais de US$ 200 milhões em papéis, relatou o “NYT”, deixando-o com apenas US$ 873 mil restantes em ações e títulos, segundo um relatório financeiro recente.


Ao longo de sua presidência, Trump se recusou a tornar públicas suas declarações de imposto, alimentando especulações sobre quais informações os registros fiscais poderiam conter. Trump diz que irá liberá-los após a auditoria, no entanto, tal processo não o impede legalmente de divulgar os registros fiscais. Os democratas do Congresso têm pressionado Trump para liberar suas declarações de impostos federais, enquanto o presidente busca esforços legais que até agora não tiveram sucesso.

27 de novembro de 2020

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