São Paulo vai testar todos alunos e professores da rede municipal
- 26 de set. de 2020
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Secretaria municipal de Educação quer a volta em novembro

A Prefeitura de São Paulo pretende testar todos os alunos e professores da rede municipal de ensino antes da volta efetiva das aulas, prevista para 3 de novembro na capital. A primeira fase de exames sorológicos começa em 1º de outubro com alunos de 9º ano do fundamental e da 3ª série do ensino médio, além dos docentes. Eles serão testados nas próprias escolas. O anúncio do censo sorológico foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).
A secretaria municipal de Educação quer dar prioridade a volta em novembro para professores e estudantes que já tenham anticorpos para o coronavírus. Mesmo assim, quem tiver resultado negativo não será impedido de retornar às atividades presenciais. “A intenção é voltar com segurança”, disse Covas.
A medida pode ajudar a acalmar os ânimos principalmente de sindicatos de docentes que defendem a volta às aulas apenas depois da vacina e ameaçam fazer greve. Pais de alunos também estão reticentes em autorizar o retorno presencial com medo da contaminação pelo coronavírus.
A expectativa da Prefeitura é de que 20% dos alunos já tenham anticorpos, seguindo o que foi identificado no inquérito sorológico das crianças feito na cidade. O estudo mostrou que 18,4% dos estudantes da rede municipal já teriam sido infectados com a covid. A estimativa é de que 244.242 alunos já desenvolveram anticorpos.
Assim, seriam esses 20% os escolhidos para iniciar a volta às aulas, justamente autorizada com 20% dos estudantes de cada escola na cidade. A Prefeitura já tem à disposição 180 mil testes para a primeira etapa, que deve durar 15 dias. Serão testados cerca de 90 mil estudantes e 90 mil professores. Depois disso, segundo Covas, novos acordos com laboratórios vão ser fechados para examinar um total de 102 mil professores e 670 mil alunos da rede. O procedimento todo vai durar cerca de 40 dias. Os bebês e crianças de 0 a 3 anos são os únicos que farão os testes em unidades de saúde, onde também terão a carteira de vacinação atualizada.







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