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Volta às aulas em Curitiba depende da sociedade, diz secretária

Márcia Huçulak, da SMS, garantiu que decisões da prefeitura são técnicas e criticou judicialização


“Isso já não nos pertence mais, pois estamos impedidos [por medidas judiciais]. Agora é a sociedade que tem que decidir isso”, afirmou Márcia Huçulak, secretária municipal de Saúde, ao tratar da volta às aulas na cidade. Em audiência pública, nesta quarta-feira (23), ela respondeu a questionamentos de 15 vereadores na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). O vídeo está disponível, na íntegra, no canal da CMC no YouTube.


“Fomos interpelados por uma ação civil pública. Várias, aliás, que a gente respondeu, do Ministério Público [do Paraná] e, inclusive, chegou [ao ponto de] numa vídeo reunião, com um promotor… [De ser feita] ameaça a todos os membros do comitê, em processo criminal, cível e administrativo”, testemunhou Huçulak, referindo-se ao grupo que avalia as medidas de combate à propagação do Sars-CoV-2. Ela sinalizou que a volta às aulas estava em debate na Prefeitura de Curitiba, mas que a judicialização do tema travou esse avanço. “Só tenho a lamentar a ação de grupos que não querem nem ouvir falar disso”, disse.


“É óbvio que a gente não está dizendo que, ao voltar para a escola, que a criança não pode desenvolver a Covid-19. O que nós sabemos, discutindo com os infectologistas, é que 99% dos jovens abaixo dos 19 anos vão ter a Covid-19 de forma leve. Tivemos 1% de casos [de jovens, em Curitiba] que internaram. E são casos de crianças que não estariam em escola, em creche. Foram crianças que adquiriram a Covid=19 por estar indo aos hospitais para se tratar [de outras condições médicas]”, declarou. Huçulak entende que “não é só a educação formal, [que] a escola tem um papel social de proteção da criança e do adolescente” e que “lamenta pelas crianças”.


“As primeiras atividades que voltaram, em vários países, na Europa, foram as escolas. Mas o Brasil fez uma opção inversa. A gente tem muita pressão para soltar buffet infantil, eventos, festas e bares… E eu acho que a sociedade não fez uma discussão adequada com relação a esse tema tão delicado”, comentou a secretária de Saúde. Em três horas de audiência pública, Márcia Huçulak e a equipe da SMS fizeram um balanço dos gastos da pasta nos últimos quatro meses e do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus em Curitiba.


Abordando demandas de outras áreas por flexibilização, a secretária de Saúde rejeitou a crítica que não haveria canal de comunicação dos segmentos com a Prefeitura de Curitiba, pois “já fiz mais de uma centena de reuniões e recebi pessoas, então não é verdade que não tem canal de comunicação”. “Só que as pessoas querem ouvir coisas que não podemos dizer”, continuou Huçulak, dando como exemplo sobre o risco de grandes eventos o caso de uma família da cidade que, para comemorar um aniversário, retirou-se para uma chácara, onde houve o contágio, resultando em óbitos e internações. “Não sobrou alternativa. Temos que tomar medidas de proteção ao cidadão”.


Lembrando que há normatização estadual barrando atividades com mais de 50 pessoas, Márcia Huçulak adiantou estar em discussão a liberação de eventos com esse limite de público, até novembro, desde que observadas regras adicionais de segurança, e que Curitiba volte para a bandeira amarela. “Recebemos o setor de ventos várias vezes e a gente entede que as pessoas estão perdendo o emprego e a renda. Ninguém aqui é idiota. Não é uma decisão fácil, a gente tem estudado muito. Infelizmente o setor de eventos é um desafio”, ponderou. Ela apontou que entre os infectados, 12% precisam de internação e 3% falecem.


Fizeram perguntas Noemia Rocha (MDB), Oscalino do Povo (PP), Mauro Bobato (Pode), Pier Petruzziello (PTB), Mestre Pop (PSD), Mauro Ignácio (DEM), Tito Zeglin (PDT), Maria Leticia (PV), Bruno Pessuti (PSD), Professora Josete (PT), Rogério Campos (PSD), Julieta Reis (DEM), Tico Kuzma (Pros) e Ezequias Barros (Patriota).


Fonte: CMC

23 de novembro de 2020

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