Após 9 meses de pandemia, Curitiba tem 40,3 mil casos

Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde apresentou os números da pandemia em Curitiba registrados até 18 de setembro



Além de especificar os investimentos feitos pela Prefeitura de Curitiba no enfrentamento à covid-19, que somaram R$ 92,4 milhões entre os meses de maio e agosto, a audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desta quarta-feira (23) também tratou dos números da pandemia na capital. Conforme levantamento da pasta, até o dia 18 de setembro, a cidade já registrava 40.356 casos confirmados, dos quais 1.178 resultaram em óbitos.


Durante a apresentação remota à Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Augusto de Oliveira, informou que após 9 meses de evolução da pandemia, o mundo já contabiliza mais de 30 milhões de casos confirmados e 943,4 mil óbitos, com um índice de letalidade de 3,1%. Até a última sexta-feira (18), 4,45 milhões de brasileiros tiveram o resultado positivo da doença, 134,9 mil mortes registradas (letalidade de 3%); enquanto que no Paraná, o número de casos confirmados ultrapassa 158 mil, com 3.975 mortes (2,5% de letalidade) – dados da OMS, Ministério da Saúde e Secretária de Estado da Saúde do Paraná.


Com 4.599 casos “ativos” da doença, a capital chegou a 40.356 casos positivos até o momento, os casos recuperados somam 34.579. A doença foi introduzida na cidade na região central, no Distrito Matriz, e com o decorrer dos meses se espalhou pelos 75 bairros. Até dia 18 de setembro, o Distrito Sanitário Boa Vista é o que acumula o maior número de casos positivos do novo coronavírus, 4.470; enquanto o Distrito Sanitário Tatuquara é o que tem menos casos confirmados, 2.092. A média de incidência de Curitiba é de 2.087 casos por 100 mil habitantes.


“A curva de infecção, ou seja, o aumento do número de casos [está] no mês de junho, com o pico da doença no mês de julho e após o final de julho, [vimos] uma tendência de queda, porém uma grande curva ou uma grande onda epidemiológica demonstra a circulação da doença em todos os bairros. No final de julho e início de agosto [vimos] novamente esse platô alto com um aumento do número de casos. Isso muito em decorrência do ‘efeito feriado’, em que aumentou-se a mobilidade e, em consequência, a transmissão da doença”, explicou Alcides de Oliveira.


Ainda segundo o diretor de Epidemiologia da Prefeitura de Curitiba, a taxa de ocupação de leitos “vem variando” e atualmente o município tem 334 leitos ativados. “[É] importante ressaltar que [devido às] estratégias de oferta de leitos de UTI e das enfermarias, não houve colapso do sistema de saúde da cidade, diferentemente de outras regiões do país ou do planeta. Os preparativos para o acolhimento, o atendimento e a internação dos pacientes ocorreram e vem ocorrendo cotidianamente”, frisou.


Com relação à taxa de internamento, a de Curitiba está em 12,1%, abaixo da média brasileira, que é de 15 a 20%. “A faixa [etária] acima de 60 anos é o público de maior incidência para o internamento hospitalar”, explicou Alcides de Oliveira, ressaltando, ao mesmo tempo, que a doença não respeita idade – atinge crianças, jovens, adultos e idosos. Na faixa de idade de 0 a 4 anos, por exemplo, a cidade já registrou 820 casos positivos; entre 25 e 29 anos, 4.152 casos; e entre 60 e 64 anos, 2.102.


Óbitos


Nos três primeiros meses da pandemia, Curitiba registrou 100 óbitos causados por complicações em decorrência da covid-19; já entre 20 de junho e 11 julho, foram registradas, em média, 50 mortes semana; no período entre 12 de julho e 22 de agosto, foram cerca de 100 óbitos por semana; e de 23 de agosto até 18 de setembro, a média de óbitos foi de 60 por semana.


Com 1.178 mortes confirmadas, hoje a capital mantém um índice de letalidade 0,1% abaixo da média brasileira, de 2,9%. A doença atinge em maior número as mulheres, mas os homens são a maioria entre aqueles que não conseguem se recuperar da doença e morrem (58%). Além disto, 97% das vítimas da covid-19 apresentavam pelo menos um fator de risco e/ou comorbidade, sendo os principais doença cardiovascular (66,1%), diabetes (37%), doença neurológica (13,2%) e obesidade (11,4%). “A obesidade é um fator importante para o agravamento da covid”, observou o diretor da SMS.


Atenção primária


A pandemia exigiu uma reestruturação do processo de trabalho da atenção primária em saúde (APS). Diretor da área na Secretaria de Saúde, Juliano Schmidt Gevaerd contou aos vereadores que o grande objetivo foi organizar o “atendimento nas unidades, prepará-las para enfrentar o coronavírus e, ao mesmo tempo, mantê-las aptas para recepcionar todos os atendimentos excepcionais à população”.


Para isso, foram definidas diversas estratégias, entre elas, a separação das pessoas sintomáticas respiratórias de pacientes com outras queixas; o atendimento imediato de sintomáticos respiratórios; e a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e confirmados de covid e entrega da medida de isolamento. “Agora em setembro, depois de um amadurecimento, uma bagagem em relação ao estudo desta doença e deste vírus, nós incorporamos atividades [à rotina da APS] que nós já havíamos tido outro encaminhamento”, explicou Gevaerd.


Segundo o diretor da APS foram retomados, por exemplo, os “atendimentos inadiáveis” de odontologia e a remarcação de consultas presenciais para portadores de doenças crônicas. Outro projeto desenvolvido pela SMS na Atenção Primária, com foco no monitoramento da pandemia, foi a criação de um roteiro de investigação epidemiológica para os sintomáticos respiratórios e seus contatos domiciliares.


“Mais de 97 mil pessoas foram investigadas. Esse formulário nos traz um banco de dados extremamente relevante para definir o perfil da doença em Curitiba, a maneira como ela está sendo transmitida e quais são as vulnerabilidades que esses contatos apresentam e a sintomatologia desses contatos. Hoje sabemos que perfil têm essas pessoas, qual é a idade, como é que se deu a transmissão, quais são as características em termos de vulnerabilidade dessas pessoas, se elas trabalham em serviços essenciais ou não”, finalizou Juliano Gevaerd.


Fonte: CMC

22 de outubro de 2020

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