Brasileiro participa de bienal em Nova Iorque com duas obras polêmicas

Fernando Carpaneda foi selecionado para a bienal de Long Island, que acontece no Museu de Arte Heckscher, em Nova Iorque dia 15 de outubro


O artista brasileiro Fernando Carpaneda foi selecionado para participar da bienal de Long Island, que acontece no Museu de Arte Heckscher, em Nova Iorque dia 15 de outubro de 2020. O artista apresenta duas obras polêmicas na exposição. Uma das obras tem o título "Homofobia mata. Caso número 17", (e faz referência ao número 17 do Bolsonaro), e a outra obra é um "Jesus Cristo", negro que representa a liberdade e a igualdade para todos.


A bienal de Long Island, é uma exposição realizada pelo Museu de Arte Heckscher, em Nova Iorque. Esse ano a bienal recebeu um recorde de mais de 800 inscrições de obras de arte, com 100 obras selecionadas para exibição. Inaugurada em 2010, a Bienal de Long Island oferece aos artistas profissionais uma oportunidade singular de compartilhar seu trabalho por meio de uma exposição de prestígio e oferece um espaço único para os visitantes.


“No ano do nosso centenário, foi um acaso que os três jurados selecionaram 100 obras de arte para exposição”, disse Karli Wurzelbacher, curadora. “O volume e a qualidade das inscrições desafiaram os jurados, mas resultaram em uma exposição notável que incorpora muitas mídias, gêneros e estilos.”


A exposição estará em exibição de 15 de outubro de 2020 a 10 de janeiro de 2021 ".

Saiba mais em: https://www.heckscher.org/long-island-biennial-2020-artists-announce/


Sobre o Artista


Fernando Carpaneda é artista plástico. Nasceu em Brasília, Brasil em 1967 e atualmente mora em Nova Iorque, EUA. Carpaneda foi um dos primeiros artistas plásticos brasileiros a divulgar e expor sistematicamente trabalhos homoeróticos no Brasil.


Ao se ver o recorte de jornal com a foto do menino de apenas 13 anos, na abertura da II Faculta- Feira de arte e cultura de Taguatinga, em 1983, não se pode imaginar que aquele garoto franzino, no meio de tantos artistas conhecidos, se tornaria um dos nomes mais importantes das artes plásticas de Brasília. Não é pra menos. Com uma obra representativa do universo underground, Fernando Carpaneda, vem sendo reconhecido em países como Rússia, Espanha, Itália e EUA. Quem conhece a obra do artista, sabe como ele transita com desenvoltura pelo cotidiano urbano de grandes cidades dando vida a mais de 500 personagens, todos influenciados pela estética "Homoerotica" que permeia sua criação.


Tanto engajamento pela causa da diversidade já fez com que ele fosse convidado para expor no The Leslie Lohman Museum, em Nova York, e a ajudar a compor o acervo de várias galerias pelo mundo. Mas é preciso contar a história de Carpaneda desde àquela longínqua exposição de Taguatinga para entender os porquês que nortearam sua trajetória artística.


Ao se observar a comportada paisagem de Taguatinga pintada a óleo e o desenho em carvão que o artista expôs naquela oportunidade, talvez fosse difícil supor que Carpaneda viria a representar, por excelência, a arte urbana de Brasília, tanto pelos temas tratados, quanto pela trajetória fora da academia.


Carpaneda deixou de lado as paisagens ingênuas e retratos despretensiosos e começou a trabalhar com o que existia de mais marginal na cidade. Dentro das principais galerias, mas longe das ordens estéticas vigentes. Essa virada se deu aos dezoito anos e até hoje está incrustada em sua obra, na qual exprime suas opiniões de maneira radical e libertadora.


Mas se atualmente o artista é reconhecido, no início enfrentou dificuldades. Na galeria do Oscar Seraphico, (primeiro galerista da cidade, que trabalhava com todos os grandes artistas do Brasil e nome certo para se tentar chegar à fama), Carpaneda tentou emplacar uma série de quadros com mensagens políticas e contra o governo. Seraphico achou o tema desapropriado e sugeriu alterações. O artista não aceitou a interferência. Deixou a galeria pra expor em bares e na rua.


Era o auge do punk brasiliense e parte do seu público viria se tornar estrelas do rock nacional. Renato Russo era um deles. Dessa época saíram trabalhos muito interessantes, feitos com materiais inusitados e originais. Fiel a essa linha, Carpaneda atravessou os 80 e 90, até finalmente entrar no circuito internacional, quando foi convidado pra uma exposição coletiva na galeria do famoso club novaiorquino CBGB O local, freqüentado por famosos como David Bowie, Robert Maplethorple, The Police, Arturo Vega (produtor do Ramones), Patti Smith, até Madonna em início de carreira, serviu de trampolim para que Carpaneda pudesse entrar no circuito de arte da cidade.


Mais sobre o artista no site: www.carpaneda.com

30 de outubro de 2020

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