Lava Jato cumpre mandatos contra advogados de Bolsonaro, Lula e Witzel
- 9 de set. de 2020
- 2 min de leitura
Wassef, Zanin e outros são investigados por desvios no Sistema S

Justiça expediu 50 mandados de busca e apreensão na investigação de desvio de R$ 150 milhões da Fecomércio, Sesc e Senac do RJ. Não há mandados de prisão. O MPF apura um esquema que envolvia contratos falsos, sem a prestação dos serviços advocatícios. Vinte e seis pessoas viraram rés. Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados neste esquema.
Os advogados Frederick Wassef (que representou a família Bolsonaro), Cristiano Zanin (Lula) e Ana Tereza Basílio (Wilson Witzel) são alvos de nova fase da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (9). Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados nesta operação.
A Operação E$quema S investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S do RJ por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, para propinas a agentes públicos.
A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da seção fluminense do Sistema S -- que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.
O juiz federal Marcelo Bretas expediu 50 mandados de buscas e apreensões -- não há mandados de prisão -- e aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), tornando rés 26 pessoas.
Segundo o MPF, um dos escritórios alvo de buscas -- o Eluf e Santos -- foi contratado no esquema para repassar vantagens indevidas a Wassef. O ex-advogado dos Bolsonaro não foi denunciado. O MPF não explicou o motivo.
A Lava Jato apurou que as entidades do Sistema S teriam destinado pelo menos metade do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia. A força-tarefa aponta que a Fecomércio-RJ, por exemplo, gastou R$ 355 milhões a pretexto de advocacia, "por serviços supostamente prestados", dos quais "ao menos R$ 151 milhões foram desviados".
Segundo o MPF, alguns dos pagamentos foram "sob contratos de prestação de serviços advocatícios ideologicamente falsos"; sem contratação formal e sem critérios técnicos, como concorrência ou licitação.







Comentários