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Consórcio Cid Centro beneficia agroindústria familiar

  • 7 de set. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualmente o Consórcio Cid Centro está trabalhando a formalização de 52 agroindústrias



Trabalhar na formalidade é o sonho de todo produtor que sabe que precisa ganhar mercado de forma sustentável. Ele sabe produzir bem, com qualidade, mas precisa de orientação técnica para colocar o produto no mercado, com segurança sanitária. É isso que o Consórcio Cid Centro vem conseguindo na região Central do Paraná, após pouco mais de um mês de atuação.


Atualmente o Consórcio Cid Centro está trabalhando a formalização de 52 agroindústrias junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a expectativa é aumentar esse número com a entrada de mais municípios no consórcio.


A constituição do Consórcio Cid Centro vem deste a formação do Território da Cidadania Paraná Centro, em 2009, para atuação em programas de turismo, meio ambiente, patrulha rural. Posteriormente, em 2015 foi utilizada a mesma estrutura para implantação da Inspeção de Produtos de Origem Animal, como meta para almejar o Sisbi/Suasa - Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal.


O objetivo era utilizá-lo como uma ferramenta de desenvolvimento regional através da geração de renda e aumento no número de empregos tanto na agricultura familiar como nos pequenos empreendimentos dos municípios da região.


O Consórcio teve o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, do Instituto de Desenvolvimento do Paraná e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).


A pedido dos chefes de núcleos da Secretaria em Ivaiporã e Pitanga, Vitória Holsmann e José Guilherme Camilo Stipp, representando os prefeitos da região, foi designado um médico veterinário para apoiar as ações do consórcio, que ajuda as agroindústrias na legalização e encaminhamento da documentação necessária, auxilia os municípios a buscarem o SIM (Serviço de Inspeção Municipal), condição fundamental para se incorporar ao consórcio. E atua também na capacitação dos responsáveis pelas agroindústrias. Com isso, as agroindústrias conseguem vender seus produtos em todos os municípios que integram o consórcio, ganhando mercado.


O consórcio agora caminha para se vincular ao Susaf (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte), para permitir que mesmo com o SIM esses produtos possam ser vendidos em todo o Estado.


Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o alvo prioritário foi atender a região Central, que ficou para trás diante de outras regiões que avançaram em geração de empregos e renda. “Era preciso encontrar fórmulas para alavancar projetos nessa região e encontramos na regularização e fortalecimento das agroindústrias locais essa oportunidade”, disse.


O Consórcio faz parte de um projeto-piloto do Ministério da Agricultura, que selecionou 12 consórcios em todo o País para acompanhamento e incorporação ao Sisbi/POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). Com isso a expectativa é chegar ao final do ano com, pelo menos, cinco estabelecimentos agroindustriais formalizados junto ao SISBI, o que dará projeção nacional à região Central do Paraná, com a possibilidade desses estabelecimentos venderem seus produtos para todo o País.


Para um dos organizadores do Consórcio CID Centro, o veterinário da Seab, Carlos Eduardo dos Santos, o trabalho de regularização das agroindústrias sempre esbarrava em dificuldades de documentação, falta de adequação dos equipamentos e um agravante que é a falta de jovens trabalhando nas propriedades rurais. “Com o produtor mais idoso, temos menos efetividade nos projetos e mais dificuldades em avançar”. Para Santos, está sendo desafiador conquistar os jovens filhos dos produtores rurais para esse projeto.


Segundo Santos, a tendência é criar a cultura da inspeção sanitária para os estabelecimentos de produtos de origem animal nos municípios e que o SIM funcione de forma efetiva. Com isso, a mudança que se espera é que o jovem volte para a propriedade, permaneça na atividade e que continue os negócios da família. “De forma organizada, queremos aumentar o volume de negócios rentáveis e desafiadores aos jovens. É isso que eles querem além de ter seu trabalho remunerado”, explicou.


Atualmente o Consórcio Cid Centro atende 30 municípios na região Central do Estado, com 571 mil habitantes. O município com menos habitantes é Altamira do Paraná, com 1.900 habitantes e o maior, Guarapuava, com 180 mil. E tem proposta de adesão de mais 13 municípios, o que deverá aumentar o público consumidor desse mercado.


O consórcio consegue atender a legislação da Agricultura Familiar e auxilia as agroindústrias a se adequarem às instruções normativas do Ministério, que atende os pequenos estabelecimentos de abate da agricultura familiar. Com isso, abriu-se as perspectivas do abate de pequenas agroindústrias se regularizarem perante o governo federal também, explicou Santos.


As agroindústrias são orientadas a trabalharem as questões de rótulo, de embalagem, procurar novos mercados. E todas as informações das agroindústrias atendidas pelo Consórcio estão inseridas no site E-SISBI, do Mapa, que facilita o trabalho de da Vigilância Sanitária que conta com ferramentas para gerenciar os documentos e realizar a fiscalização de forma ágil nos pontos de venda.


O produtor sabe produzir mas na maioria das vezes ele não tem tempo de providenciar a documentação necessária ou não tem os equipamentos adequados para se adequar à legislação. Para resolver esse problema, Santos adiantou que está no forno o projeto “Adote uma Agroindústria”.


A ideia é firmar parcerias com instituições de ensino superior, sindicatos rurais, IDR, Senar, Sebrae, para que adotem pequenas agroindústrias, auxiliando-as a encaminhar a documentação necessária para sua formalização junto ao consórcio e ao Mapa, para que possam atuar de forma legalizada no mercado.

 
 
 

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