Desafio dos governos é equilibrar economia e saúde

Manter o equilíbrio entre economia e saúde é o grande desafio dos governos de todo o mundo para enfrentar a crise sanitária, humanitária e econômica causada pela pandemia do coronavírus



O tema foi debatido durante videoconferência promovida pelo Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde – CBEXs, na noite de quarta-feira (29), com a participação do chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva, e da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen.


“Encontrar esse equilíbrio é o que buscamos todos os dias. Nossa maior preocupação é como se dará o futuro, como sair dessa crise, retomar a atividade econômica e proteger a população”, disse Guto Silva.


Para ele, a saída definitiva só virá com a vacina. “Estamos avançando em acordos com a China e com a Rússia para testes e produção de vacina no Paraná e já destinamos recursos para a compra do imunizante assim que estiver disponível”, afirmou.


INVESTIMENTOS ­- Em outra frente, o Estado aposta em investimentos e na força do agronegócio para a retomada econômica. A supersafra e as exportações que bateram recorde mesmo durante a pandemia criaram um colchão de liquidez, sobretudo no Interior, que estão ajudando a movimentar o comércio.


E, nos próximos meses, o governo paranaense planeja investimentos de R$ 600 milhões em obras públicas. “Estamos captando recursos para realizar obras, gerar empregos e promover uma rápida retomada da economia”, afirmou.


PROGRAMAS SOCIAIS - Guto Silva lembrou que, além de fortalecer todo o sistema de saúde, com a abertura de mais de mil novos leitos de UTI e testagem em massa, também foram criados programas sociais para atender a população e linhas de crédito para apoiar as empresas, principalmente as micro e pequenas. Tudo em meio à dificuldade de caixa, já que o Estado passa por uma grave crise fiscal, com a queda na arrecadação provocada pela pandemia.


GESTÃO - Dificuldades semelhantes são enfrentadas por São Paulo. A secretária Patrícia Ellen disse que Estado já gastava 9% do PIB com saúde e aumentou os recursos nesse período. Segundo ela, a estratégia para a retomada econômica está baseada num plano de gestão e convivência com a pandemia, com gatilhos para aumentar ou flexibilizar medidas restritivas. O plano deve perdurar enquanto não houver uma vacina para imunizar a população.


Todo esse processo leva em consideração as recomendações de dois órgãos consultivos que tratam da economia e da saúde e que estão em sintonia nas decisões. “O melhor para a economia é a saúde e vice-versa”, disse.


PARTICIPAÇÃO - A videoconferência contou ainda com a participação do presidente do CBEXs do Paraná, Claudio Lubascher, e do presidente do Conselho de Administração da organização, Francisco Balestrin. Mais de 300 pessoas acompanharam online o debate.


Fonte: AEN

25 de outubro de 2020

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