A importância dos gênios nos esportes coletivos

Documentário sobre Michael Jordan levanta a questão sobre a individualidade



Michael Jordan causou polêmica no mundo do basquete, particularmente na liga norte-americana NBA, ao revelar a importância do talento individual nos esportes coletivos. Assim como no futebol, que é cheio de exemplos como Cristiano Ronaldo no Rela Madrid, Leonel Messi no Barcelona e Newmar no PSG, Jordan teve caráter decisivo no sucesso do Chicago Bulls nos anos 80 e 90.


O documentário “The Last Dance” (Arremesso final) levanta a questão e mesmo sendo contestado por ex-companheiros e ex-rivais, Jordan mostrou porque tornou-se uma lenda do basquete e aponta quase que por unanimidade como o maior jogador da modalidade da história.



O ex-armador da Seleção Brasileira de basquete e hoje técnico do Mogi, Guerrinha, falou ao Betway, site de aposta online, e destacou que os jogadores latinos já têm o temperamento quente por natureza e isto é levado para dentro das quadras. Ele lembra da vitória do Brasil sobre os Estados Unidos, na decisão da medalha de ouro dos Jogos Panamericanos de 1987, em Indianápolis. “Naquela final, os jogadores mais experientes como Oscar e Marcel, usaram esse diferencial para desequilibrar emocionalmente os adversários”, explica.


Guerrinha destaca ainda a importância de Jordan para o basquete. “Ele foi tão impactante, que todo mundo que veio depois, tentou e ainda tenta copiá-lo. De Kobe Bryant a Lebron James”. O ex-jogador lembra também a mudança de status do Chicago Bulls, que sob o comando de Jordan ficaram com seis títulos em oito anos. “Com Jordan no comando, aquele Chicago Bull do final de década de 80, início dos anos 90, eram os favoritos em qualquer site de aposta online no início de todas as temporadas”.



Outro jogador brasileiro de basquete, Leandrinho, também em entrevista ao time da Betway, lembra que foi campeão da liga pelo Golden State Warriors e o talento individual foi fator determinante para o sucesso na NBA. Ele cita as estrelas Stephen Curry e Klay Thompson (os “Splash Brothers”) como exemplos de que o brilho individual faz com que os companheiros trabalhem pelo sucesso dos mais talentosos. Sobre Jordan, Leandrinho aponta a capacidade de liderar como a mais marcante. “Um líder que não admite perder, e que exige 100% de dedicação de todo o time”.


Duas décadas depois de se aposentar e aos 57 anos, Michael Jordan voltou a ter os holofotes da imprensa e do público admirador do basquete, com as revelações nos dez capítulos do “The Last Dance”. Para quem viu o astro jogar, serve para matar as saudades das jogadas geniais. Para quem não viu, é uma forma de confirmar o que parecia ser apenas uma lenda. A NBA é pródiga em candidatos a mito, como Lebron James e falecido Kobe Bryant, mas será difícil algum chegar ao tamanho de Jordan.

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