Balões equipados com rede 4G voam sobre o Quênia e fornecem acesso à internet

Novos dispositivos móveis são lançados todos os anos



Mesmo em uma sociedade globalmente conectada, onde existe mais smartphones do que pessoas no mundo, novos dispositivos móveis são lançados todos os anos e as mídias sociais continuam a crescer de forma significativa, cerca de 3,4 bilhões de pessoas ainda não estão conectadas à internet. Segundo dados do 2018 Q4 Global Digital Statshot, esse número representa 45% da população global.


Além da inclusão digital de populações situadas principalmente em lugares remotos, o acesso à internet é comprovadamente um fator importante para a economia dos países. Segundo estimativas do Banco Mundial, para cada aumento de 10% na oferta de banda larga ocorre um crescimento extra de 1,21% no PIB de países desenvolvidos. Em países subdesenvolvidos ou emergentes esse impacto é ainda maior chegando a 1,38%.


É por essas razões que os governos estão constantemente avaliando como alcançar os desconectados nas mais diferentes regiões e, nesse sentido, uma nova tecnologia vem sendo aplicada para aumentar a conectividade no continente africano.


Uma rede de balões gigantes fornecedores de acesso à internet, da empresa Loon, “irmã” do Google, fornecerá acesso à Internet em áreas remotas do Quênia. Os balões fornecerão cobertura 4G para que as pessoas possam fazer chamadas de voz e vídeo, navegar na internet, email, texto e transmitir vídeos. O projeto foi anunciado há dois anos, mas a aprovação final do governo queniano acaba de ser dada.


A realização do projeto está a todo vapor para ajudar a melhorar a comunicação entre as pessoas durante o cenário atual. O serviço de internet 4G fornecido pelos balões foi testado com 35.000 clientes e inicialmente cobrirá uma região de 50.000 km2. Eventualmente, 35 balões movidos a energia solar estarão em constante movimento na estratosfera acima do leste africano. Eles são lançados nos Estados Unidos e seguem para o Quênia usando correntes de vento.


Quem é Loon?


A empresa Loon começou como um dos chamados "projetos moonshot" do Google em 2011. Em 2018, juntou-se à Telkom Kenya para fornecer um serviço comercial. Segundo o executivo-chefe da Loon Alastair Westgarth, o cenário atual impôs necessidade de acelerar o serviço, e que ambos estão "trabalhando o mais rápido possível para realizar a implantação do projeto". Ele acrescentou: "Este é o culminar de anos de trabalho e colaboração entre Loon, Telkom e o governo".


Um teste de campo do serviço foi capaz de demonstrar velocidades de download de 18,9 Mbps (megabits por segundo) e velocidades de upload de 4,7 Mbps. Essa velocidade de conexão é considerada mais do que suficiente para os serviços de transmissão de vídeo, mas também consegue possibilitar o acesso a websites de maior consumo de dados, como é o caso do cassino online NetBet, um dos inúmeros negócios de jogos de azar que têm ganhado destaque no país, sobretudo com o aumento da popularidade e possibilidade do uso da internet.




A empresa disponibilizou acesso emergencial à internet após o furacão Maria em 2017, em Porto Rico. (Foto: Reprodução/Loon)


Um novo futuro


O presidente-executivo da Telkom Kenya, Mugo Kibati, disse que a viabilização do projeto "é um marco emocionante para a provisão de serviços de internet na África". "Os balões com acesso à Internet poderão oferecer conectividade aos muitos quenianos que vivem em regiões remotas que são subatendidas ou totalmente não atendidas e, como tal, permanecem em desvantagem", completou ele.


Em um discurso televisionado em março, o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse que os balões permitirão ao país manter sua vantagem competitiva em tecnologia da informação, comunicação e inovação no continente. Hoje, estima-se que apenas 28% dos 1,3 bilhões de pessoas da África têm acesso à Internet, de acordo com um relatório de 2019 da Alliance for Affordable Internet. Loon e Telkom Kenya esperam fechar essa lacuna.


Finalmente, alguns críticos disseram que o alvo do projeto deveria ter sido um outro país africano, porque o Quênia já tem cerca de 39 milhões online em uma população de 48 milhões de pessoas. Anteriormente, os balões da Loon foram usados durante um terremoto no Peru. De toda forma, o continente africano é seriamente afetado pela falta de conexão com a rede mundial de internet, e a viabilização do projeto com balões, caso haja sucesso, certamente poderá fomentar a mesma expansão tecnológica a regiões ainda mais remotas.

22 de outubro de 2020

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