Covid-19, a anosmia e disgeusia: como tratar as perdas do olfato e do paladar

Mais de 85% dos pacientes diagnosticados com casos da Covid-19 não graves apresentaram estes distúrbios



Os casos de Covid-19 continuam a crescer no Brasil, fazendo com que médicos e especialistas procurem saber, cada vez mais, sobre a doença.


Como a pandemia em questão trata-se de um novo coronavírus, ainda há muito o que descobrir sobre a sua contaminação, possível imunidade e, claro, seus sintomas.


Os mais clássicos, como febre, dificuldade para respirar e tosse seca, continuam sendo sinais de alerta para casos mais graves. Porém, é cada vez mais fácil de reparar em novos sintomas, igualmente comuns da doença.


Entre eles, estão a anosmia e a disgeusia, que são, respectivamente, a perda do olfato e do paladar. Mais de 85% dos pacientes diagnosticados com casos da Covid-19 não graves apresentaram estes distúrbios, como mostra a pesquisa da Universidade de Mons, na Bélgica.


Essa é uma descoberta interessante, que pode ampliar as pesquisas sobre o vírus, além de auxiliar a entender melhor seu verdadeiro impacto no organismo humano.


Anosmia e disgeusia: o que são?

A dificuldade ou incapacidade de sentir cheiros e gostos podem ocorrer por diversos motivos e provocar diferentes consequências nos pacientes.


Essas condições podem acontecer por excesso de fumo, queimaduras, sinusites e resfriados, entre outros. Elas também são causas que muitas vezes ocorrem simultaneamente, já que o olfato afeta o paladar e vice versa.


Pessoas que sofrem com essas disfunções permanentemente podem ter problemas nutricionais ou ainda correrem riscos pela incapacidade de sentir cheiro de fumaça, de gás ou de alimentos estragados.


Como mencionado anteriormente, tanto a anosmia quanto a disgeusia estão se mostrando sintomas comuns da Covid-19.


Dessa forma, é importante se atentar ao aparecimento de outros sinais. Caso o paciente esteja em dúvida se, de fato, se trata de um caso grave ou não, é possível realizar uma autoavaliação online, para evitar idas aos hospital.


Sinais precoces do coronavírus

O que os especialistas estão notando é que a anosmia e disgeusia são indicativos de que o novo coronavírus pode atacar o sistema nervoso antes mesmo de chegar aos pulmões.


Por isso, a perda de olfato e paladar podem ser sinais precoces da doença, suscetíveis a acometer até mesmo os mais jovens, que têm tendência a serem assintomáticos.

De maneira geral, os distúrbios citados ocorrerem simultaneamente ao aparecimento de outros sintomas, como dor muscular, perda de apetite e nariz entupido.


A indicação de médicos e pesquisadores é tratar pacientes com aparição súbita de anosmia ou disgeusia - sem históricos de distúrbios otorrinolaringológicos -, como possíveis contaminados pelo novo coronavírus.


Portanto, indivíduos que notarem dificuldade em sentir cheiros e gostos, devem evitar, ainda mais, sair de casa, a fim de conter uma possível transmissão do vírus.


Além disso, é imprescindível se atentar aos sinais mais graves da Covid-19, como dificuldade para respirar, tosse e febre.


Ao sentir algum desses sintomas, a recomendação é procurar um profissional, especialista em clínica médica, para realizar os exames necessários.


Como tratar a perda de olfato e paladar

De maneira geral, a anosmia ou disgeusia podem ser tratadas com o uso de ativos naturais. Isso quer dizer que alimentos com gostos e cheiros mais fortes, como alho, gengibre e pimenta, podem auxiliar nessa recuperação.


Porém, com a persistência da condição, é necessário consultar um profissional da área para entender a causa exata e como tratá-la.


Já para os pacientes que apresentaram a condição como sintoma de infecção pelo coronavírus, não há exatamente um tratamento a ser seguido.


O que o estudo da universidade belga apontou é que quase metade dos doentes recuperam o olfato em um período curto, de cerca de duas semanas.


Houve o registro de alguns pacientes com uma demora maior, que pode fazer com que a recuperação se estenda por até mesmo um ano.


No que se refere ao paladar, não há exatamente um padrão específico de recuperação, podendo acontecer antes, simultaneamente ou até mesmo após a volta do olfato.


Existe, ainda, a hipótese de uma pequena minoria poder ter a habilidade de sentir cheiros ou gostos afetada permanentemente. Por se tratar de uma nova doença, com efeitos a longo prazo ainda desconhecidos, as pesquisas ainda são insuficientes para comprovar a teoria.


O que se sabe, de fato, é que grande parte dos pacientes curados conseguem recuperar o olfato e paladar, sem maiores problemas.


A recomendação de especialistas, como os médicos da Rede D'Or São Luiz, é para todos que puderem, ficarem em casa. Além da dificuldade para diagnosticar rapidamente a Covid-19, há muitos casos assintomáticos ou com leves sintomas, como uma gripe comum.


Dessa forma, a maneira mais eficaz de evitar a propagação do vírus é aderindo ao isolamento social, se possível.

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20 de Janeiro de 2021

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