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Funcionários da Cinemateca Brasileira entram em greve

Trabalhadores estão sem receber salários desde abril



Os funcionários da Cinemateca Brasileira, ligados à Associação Roquette Pinto (Acerp), que faz a gestão da entidade, decidiram entrar em greve nesta sexta-feira, 12. A decisão, segundo manifesto divulgado nas redes sociais, pretendem "pressionar o Conselho (Administrativo da Acerp) a chegar a uma decisão e sair do impasse em relação aos trabalhadores". O Conselho se reúne também nesta sexta.


Por conta do impasse da Acerp com o governo federal, os trabalhadores estão sem receber os salários desde abril. "Queremos um posicionamento claro da empresa, uma declaração da situação de seu caixa e planejamento de suas ações para que parem de brincar com a nossa sobrevivência e que encaminhe algo resoluto em relação aos pagamentos. Exigimos os pagamentos devidos!", diz o texto.


Alguns funcionários também foram à sede da instituição, na Vila Clementino, em São Paulo, fazer uma manifestação.


A crise na instituição se acirrou no ano passado, quando uma parte do contrato do governo federal com a Organização Social que administra a entidade - Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) - foi encerrado por iniciativa do MEC.


Em ofício enviado ao governo no início de junho, a Acerp pedia à Secretaria Especial de Cultura o esclarecimento de questões ainda indefinidas, como quando serão feitos os repasses atrasados para pagamentos dos funcionários e da conta de luz.


Em reunião em Brasília no dia 29 de maio, a Secult, por meio do secretário do Audiovisual, Heber Trigueiro, disse que encerraria as atividades da Cinemateca até o fim de 2020 ou até que as atividades fossem absorvidas pela União. Houve também indefinição sobre o pagamento de R$ 11 milhões atrasados à Acerp, relativos a despesas de 2019 e 2020. O valor já estaria depositado na conta da Secretaria Especial, com registros aprovados no Orçamento Geral da União.


No ofício, a Acerp se abre ao diálogo com o governo para resolver a situação.


"Sugerimos e solicitamos que, antes de tomarem qualquer decisão, sejam discutidas em conjunto soluções com representantes do setor", diz o ofício da Acerp. "Se faz necessário ouvir cineastas, bibliotecários, museólogos, diretores de TV, atores e atrizes e consultar os técnicos que estão na Cinemateca há décadas."


A Acerp optou por não se manifestar neste momento sobre a greve dos funcionários.

28 de novembro de 2020

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