Ingestão de bebida alcoólica preocupa durante o confinamento

SAÚDE: A ingestão de bebida alcoólica durante o isolamento social.

Durante o período de isolamento social imposto pelo combate à COVID-19, observou-se um crescente aumento no consumo de álcool, o que vem preocupando as autoridades e órgãos de combate à dependência química e do álcool. Há algumas semanas, a Organização Mundial de Saúde manifestou preocupação com o tema publicando: "Álcool não protege contra a COVID-19 e o seu acesso deve ser restrito”.


Este fator deve-se, principalmente, ao aumento da ansiedade, incerteza com o futuro, desemprego e problemas financeiros. Alguns fatores como, dificuldade no acesso ao tratamento da dependência química também contribuem para o crescente aumento no consumo de álcool e outras drogas ilícitas, uma vez que os CAPS suspenderam temporariamente o atendimento.


Além disso, as pessoas levam para dentro de casa os hábitos pré-confinamento, como o de frequentar festas e bares. Sem contar as inúmeras lives de músicas que são um atrativo a mais para a ingestão de bebidas, como pode ser observado nas fotos das redes sociais.


Os desdobramentos deste atual cenário podem ser imediatos ou ter reflexos futuros. Atualmente, com o aumento do consumo de álcool, há também o aumento da violência doméstica e o feminicídio.


“Posteriormente, algumas pessoas poderão manter esse hábito pós-quarentema e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial, uma vez que muitas pessoas têm uma predisposição genética para o alcoolismo”, afirma o Dr. Leandro Billo, cirurgião do Aparelho Digestivo e de Transplante do Hospital São Vicente Curitiba.

.

Deve-se lembrar também que a exposição por longo período ao consumo de álcool pode desencadear outras doenças como a hepatopatia aguda ou crônica (cirrose hepática). “A cirrose, por si só, gera uma redução considerável na expectativa de vida e na sua qualidade. Não obstante, pacientes portadores de cirrose hepática necessitarão de transplante de fígado e, com o número crescente de pacientes em fila de espera e com a oferta de doadores não suprindo a demanda, muitos poderiam falecer à espera por um órgão”, complementa o especialista.


Sobre o Hospital São Vicente-Funef


Fundado em 1939, o Hospital São Vicente tem ampla atuação no transplante de fígado e rim, e nas áreas de Oncologia e Cirurgia. De alta complexidade, atende diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, sempre com foco na qualidade e no tratamento humanizado. Desde 2002, a instituição é gerida pela Fundação de Estudos das Doenças do Fígado Koutoulas Ribeiro (FUNEF).


Sua estrutura conta com Pronto Atendimento, Centro Médico, Centro Cirúrgico, Exames, UTI, Unidades de Internação e Centro de Especialidades. O programa de Residência Médica credenciado pelo MEC nas especialidades de Cirurgia Geral, Cirurgia Digestiva, Cancerologia Cirúrgica e Radiologia.


Mais informações: www.saovicentecuritiba.com.br


Acompanhe nossa página no Facebook: www.facebook.com/hospitalsaovicentecuritiba


Hospital São Vicente – Funef

Rua Vicente Machado, 401 – Centro – Curitiba/PR

(41) 3111-3000

20 de outubro de 2020

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

Jornale: edson@jornale.com.br

             redacao@jornale.com.br

WhatsApp: (41) 8713-4418

Correio Paranaense / Jornal do Ônibus

comercial@jornaldoonibusdecuritiba.com.br

Tel. 41 3263-2002

Editorias

Editais

Siga Jornale

  • Pinterest