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No setor turístico, agências de viagens devem ser as mais afetadas pela crise

Estudo realizado pela FGV Projetos prevê retomada lenta e gradual no setor.

Apesar das tentativas de manutenção financeira das operadoras e agências de viagens diante da crise da Covid-19, um estudo realizado pela FGV Projetos (Fundação Getúlio Vargas), publicado em abril desse ano, aponta que a recuperação desse segmento será mais lenta que as demais atividades do setor turístico.


De acordo com a projeção, caso as atividades comerciais voltem até o final desse ano, o volume de produção das agências e organizadores de viagens só voltarão à normalidade no segundo semestre de 2021. Outras atividades do setor como hotéis, bares, restaurantes e atividades culturais têm previsão de melhora para o primeiro semestre de 2021.


Para André Coelho, gerente de Projetos da FGV Projetos, a confiança do consumidor em contratar os serviços das agências foi abalada com a doença.


“No caso da Covid-19, essa segurança se transformou em risco imediato, o que não permitiu que as agências e operadoras pudessem ter tempo para trabalhar em estratégicas de prevenção ou de negociação financeira antes da crise”.


Estratégias para a retomada


De acordo com a projeção, após o surto da doença, as viagens essenciais por motivos de saúde e visita a parentes terão retorno imediato. Em um segundo momento, as viagens domésticas de lazer e trabalho voltarão a ser procuradas. E por último, as atividades recreativas e eventos corporativos retornarão.


Segundo André, essa previsão de recuperação se refere apenas aos destinos nacionais. “Para atividades internacionais, haverá outras questões de demanda e de oferta, que nos fazem estimar pelo menos 18 meses para retomar operações de forma significativa”, explica.


Bárbara Resende, cofundadora do site de pesquisas de passagens aéreas e outros serviços de turismo, Voo.com.br, acredita que haverá mudanças significativas nos hábitos de viagens da população após o fim do isolamento e que as agências de turismo devem estar atentas a isso.


“Acredito que as pessoas vão estar mais conscientes e preocupadas. Provavelmente, as empresas que oferecem seguro-viagem serão mais solicitadas por parte dos viajantes”, relata.


O estudo também aponta que as organizações do segmento devem buscar reaver a confiança do consumidor promovendo ações que reforcem as medidas de saúde e condições sanitárias da empresa e serviços oferecidos.


Auxílios públicos também serão essenciais para manter o segmento: benefícios nos contratos de concessão, crédito facilitado e promoção do turismo doméstico manterão o equilíbrio do setor, explica o material.


Manutenção financeira do segmento


Recentemente, o Ministério do Turismo anunciou uma linha de crédito de R$ 5 bilhões para atender 80% das micro, pequenas e médias empresas que fazem parte do setor. Os outros 20% restantes serão destinados para as grandes organizações.


Anteriormente, o governo já havia anunciado uma medida provisória que desobrigava as empresas de turismo a pagarem reembolso de reservas e eventos cancelados. Outras medidas econômicas, como flexibilização trabalhista e isenção de impostos também se aplicaram aos empresários do segmento.


Apesar disso, o diretor executivo da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo), Luiz Del Vigna teme que a burocratização atrapalhe a apropriação dos auxílios públicos. “Estamos bastante preocupados se essas ações vão, efetivamente, chegar à ponta do pequeno e microempresário do segmento”, conclui.

23 de novembro de 2020

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