Vídeo de reunião citada por Moro é entregue ao STF

Celso de Mello decretou o sigilo temporário ao material



O vídeo de uma reunião citada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro em seu depoimento foi entregue na noite desta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), o STF recebeu a íntegra do material. O ministro Celso de Mello, relator do caso, decretou sigilo temporário ao material.


Segundo o depoimento de Moro, o vídeo contém uma reunião do conselho de ministros do governo Bolsonaro. Nela, o presidente cobrou a troca do superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro e do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, além de relatórios de inteligência e informação da PF. A reunião ocorreu em 22 de abril. Na reunião, Moro teria sido ameaçado de demissão caso não executasse a troca. Segundo o ministro, o vídeo prova que Bolsonaro estaria tentando interferir na Polícia Federal.


Moro pediu demissão do Ministério da Justiça em 24 de abril e acusou Bolsonaro de tentar interferir na PF. No dia 2 de maio, ele depôs na Polícia Federal, em Curitiba, e indicou a existência desse vídeo.


Desde a exoneração, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal. Contudo, em 28 de abril, Bolsonaro fez menção ao vídeo. “Eu comecei hoje a reunião de ministros pedindo uma autorização para eles, porque a nossa reunião é filmada. E fica no cofre lá, o chip. Eu falei 'senhores ministros, eu posso divulgar o que eu falei na última reunião de ministros?'. Ninguém foi contra. Eu falei, tá certo”, disse o presidente na ocasião.


Diante das declarações, a Procuradoria Geral da República pediu, e o STF abriu um inquérito para investigar as acusações. Bolsonaro nega ter cometido irregularidades. Para não relevar o vídeo, o ministro da AGU, José Levi Mello do Amaral Junior, argumentou que, na reunião de 22 de abril, "foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores, entre outros". Contudo, no dia 5 de maio, Celso de Mello havia dado prazo de 72 horas para a AGU entregar o material “inteiro teor, sem qualquer edição”.

27 de outubro de 2020

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