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Moro depõe por mais de 8 horas na Polícia Federal

Ex-ministro teria entregue áudios e documentos aos investigadores



Em meio a protestos e atos de apoio, o ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) depôs neste sábado (2) em Curitiba por quase nove horas à Polícia Federal acerca das acusações que fez contra o presidente da República, Jair Bolsonaro.


Segundo o ex-ministro, o mandatário buscava interferir em investigações e ter acesso ilegal a elas. Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade.


O teor do depoimento de Moro, prestado entre 14h e 22h a policiais federais acompanhados de procuradores federais no âmbito de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não veio à público oficialmente.


Os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo afirmaram que foram entregues à Justiça textos e áudios de WhatsApp de Moro e de auxiliares dele, mas sem informar o conteúdo dessas conversas.


O depoimento na Superintendência da Polícia Federal atraiu manifestantes a favor de Moro e contrários ao ex-ministro. Um grupo pró-Bolsonaro queimou camisetas com imagens de Moro e tentou atrapalhar o trabalho de jornalistas. Apoiadores do ex-ministro exaltaram a Lava Jato e a ruptura com o governo Bolsonaro.


Mais cedo, Bolsonaro disse a apoiadores em Brasília, em referência à investigação envolvendo Moro, que "ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição, fiquem tranquilos. Ninguém vai querer dar um golpe em cima de mim, não, podem ficar tranquilos".


Moro foi ouvido no âmbito de uma investigação aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Este apontou no pedido de autorização ao STF, que lhe foi concedida em seguida, a necessidade de investigar os possíveis crimes de "falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra", que podem ter sido cometidos por Bolsonaro ou por Moro, caso a denúncia não se mostre verdadeira. Ambos são investigados.

26 de novembro de 2020

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

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