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Polícia prende envolvidos em morte de agente penitenciário

Suspeitos pertenceriam à facção criminosa



A Polícia Civil prendeu sete homens suspeitos de integrar uma facção criminosa paulista que atua dentro e fora dos presídios, em crimes como tráfico de drogas, homicídios e corrupção. Atividades que resultaram em execuções de agentes públicos, entre eles o agente penitenciário estadual Edson Cardoso, morto em dezembro de 2019, em Curitiba. A operação aconteceu na manhã de terça-feira (7).


Cerca de 60 policiais civis participaram da ação, que também teve o apoio do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná e da Polícia Civil de Santa Catarina. Ao todo, os agentes cumpriram 21 mandados judiciais, sendo sete de prisões temporárias e 14 de busca e apreensão. Dois dos alvos já encontravam-se presos na Penitenciária Estadual de Piraquara II, no Paraná.


As buscas aconteceram na capital paranaense, em quatro municípios da Região Metropolitana de Curitiba, sendo Araucária, Contenda, Mandirituba e Piraquara, e na cidade de Mafra, situada no Estado de Santa Catarina.


De acordo com as investigações, a organização criminosa possuí envolvimento com a morte de outros dois agentes públicos, ocorridas no ano de 2010. Sendo o homicídio do agente penitenciário estadual Adilson José Cossuovski e do policial federal Edson Matsunaga.


Cossuovski teria sido morto após uma tentativa frustrada de arrebatamento de um dos membros do grupo criminoso, conhecido como “Milico” – o indivíduo segue preso na Penitenciária Estadual de Piraquara. Alguns dias após este fato, alguns membros da quadrilha teriam participado da morte de Matsunaga.


Cardoso foi morto no dia 20 de dezembro de 2019, na porta de sua residência, no bairro Pinheirinho. O agente penitenciário foi atingido com um tiro na cabeça, ao virar as costas.


No curso das investigações, a PCPR descobriu que o crime teria sido executado por um homem faccionado à organização criminosa paulista, conhecido como “De Las Macha”. Ele foi preso em outra ação da PCPR, realizada no dia 14 de janeiro deste ano.


Na mesma operação, deflagrada em janeiro, também foram presos outros dois integrantes da facção, sendo eles “Dedé” e “Jaburu”. De acordo com as diligências, “Dedé” teria sido o mandante da morte de Cardoso.


Na ação desta terça-feira (7), foram cumpridos mandados contra colaboradores da célula comandada por “Dedé”, que tenham participado de alguma maneira do homicídio de Cardoso. Seja fornecendo veículos, armas, esconderijo ou ainda fazendo levantamento da localização do agente penitenciário.

23 de novembro de 2020

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