Congresso quer Bolsonaro desautorizando Heleno

Heleno é “guru” e amigo do presidente da República

Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

A negociação para um entendimento sobre o chamado orçamento impositivo elevou a temperatura no Palácio do Planalto. Em reunião no Planalto, Bolsonaro ouviu cobranças de que faça um “gesto” ao Congresso desautorizando a declaração do ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) de que parlamentares chantageiam o Executivo. A cobrança ao presidente da República seria uma forma de tentar blindar no Congresso as reformas administrativa e tributária.


O presidente não sinalizou que fará qualquer movimento contra o seu “guru”. E, para parlamentares, desta forma, Bolsonaro chancelou a fala de Heleno. Na avaliação da cúpula do Congresso, o presidente “usa” os parlamentares para aprovar a agenda econômica, mas “não joga junto”, e com isso o debate das reformas será contaminado. Quem pergunta se o general Heleno seria demitido ouve que é “mais fácil o Papa ser demitido do que Heleno, guru e amigo de Bolsonaro”.

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