Saúde esclarece mudança na recomendação da vacina

A Secretaria Municipal da Saúde orienta a população a conferir se está com a vacina contra febre amarela em dia

Luiz Costa/ SMCS

Em 2020 o Ministério da Saúde (MS) passou a recomendar uma dose de reforço da vacina contra febre amarela para quem se imunizou antes de completar 5 anos de idade. O objetivo é aumentar ainda mais a eficácia da vacina nesse público.


A medida foi tomada após estudos científicos recentes que demonstraram uma diminuição na resposta imunológica da criança que é vacinada muito cedo comparado com quem foi vacinado com uma única dose com mais idade.


A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orienta a população a conferir se está com a vacina em dia. Basta acessar o Aplicativo Saúde Já, disponível para smartphones e tablets com os sistemas operacionais Android e iOS. Outra alternativa é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa.


Curitiba oferta a vacina - gratuitamente - em 110 unidades de saúde, de segunda à sexta-feira, em horário comercial. Quem tomou a vacina após 5 anos de idade completos, não precisa repetir.


Até o momento não há registro da circulação do vírus da febre amarela em Curitiba. Em 2019, a capital registrou quatro casos importados de febre amarela do tipo “silvestre” – que é a forma como a doença vem ocorrendo no país nas últimas décadas.


Segundo a médica infectologista da SMS, Marion Burger a ocorrência da doença em macacos em municípios próximos a Curitiba sugere a possibilidade de aproximação do vírus da febre amarela nas regiões de matas do entorno da cidade.


“Por isso, quem ainda não se imunizou, deve procurar se vacinar contra febre amarela o quantos antes”, orienta Marion.


Recomendação


Até 2017 Curitiba não era área de recomendação para a vacina contra a febre amarela, de acordo com as definições do Ministério da Saúde. A vacinação era determinada apenas àqueles que iriam se deslocar para área de risco.


Marion Burger explica que com o avanço da doença para as regiões Sudeste e Sul do Brasil, em julho de 2018, a vacina foi incluída no calendário de vacinação de rotina.


“Desde, então, a vacina passou a ser recomendada para todas as pessoas de Curitiba que têm mais de 9 meses de idade”, esclarece.


Em 2019 foram aplicadas 442.106 mil doses da vacina contra febre amarela, nas unidades de saúde de Curitiba, quase o dobro com relação ao ano anterior, quando foram 243.932 mil doses.


Novo esquema vacinal


A vacina contra febre amarela é indicada de rotina para quem tem de 9 meses a 59 anos de idade e não apresenta critérios de contraindicação.


Entenda o que muda na recomendação do Ministério da Saúde para 2020:


Crianças de 9 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias de idade, nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem tomar a primeira dose com a maior brevidade e, a segunda dose aos 4 anos de idade.


Pessoas de 5 a 59 anos de idade que receberam somente uma dose da vacina com idade até 4 anos 11 meses e 29 dias, devem fazer uma dose de reforço. O intervalo entre as doses deve ser de, no mínimo, 30 dias, sem prazo máximo para este intervalo.

Pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem administrar uma dose da vacina.

Pessoas de 5 a 59 anos que foram vacinadas após completar 5 anos de idade não precisam fazer o reforço.

Pessoas com mais de 60 anos, gestantes e mães que amamentam bebês menores de seis meses de idade, precisam de avaliação clínica para confirmar a indicação ou contraindicação da vacina.

A imunização é contraindicada para pessoas com febre alta, deficiência do sistema imunológico ou que tenham histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina, como ovo e gelatina.


Sintomas da doença


1ª fase - período de infecção: febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos, sintomas comuns a várias outras doenças, como leptospirose e dengue.


2ª fase - período tóxico: piora da febre, icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome febre amarela), urina escura, dores abdominais, hemorragias e a possibilidade de levar a alterações neurológicas e outras complicações graves, incluindo a morte.



Fonte: Prefeitura de Curitiba.

Últimas Notícias