Policial do Gaeco recebeu R$ 20 mil em estacionamento de shopping

Capitão da PM fazia parte do Gaeco há mais de dez anos



O policial militar que atuava no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi preso em flagrante ao receber cerca de R$ 20 mil em dinheiro no estacionamento de um shopping de Curitiba, de acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.


A prisão de Elias Wanderlei Marinho ocorreu no sábado (28). O capitão da Polícia Militar (PM) fazia parte do Gaeco há mais de dez anos.


Conforme Batisti, que concedeu uma coletiva de imprensa sobre o caso na manhã desta segunda-feira (30), Marinho até então não tinha apresentando qualquer problema.


Porém, no sábado, foi flagrado por policiais do Gaeco recebendo o dinheiro de um empresário que presta serviços à Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Eram 300 cédulas e todas estavam marcadas.


O PM foi imediatamente desligado de suas funções no Gaeco. Ele havia pedido R$ 100 mil ao empresário.


O Gaeco informou que não há denúncias contra o empresário. O setor em que o empresário trabalha não foi informado, para preservar a identidade dele.


O caso foi descoberto, segundo o Gaeco, pelo setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). O empresário foi escolhido pelo PM de maneira aleatória, de acordo com Batisti.


"Nós recebemos inicialmente uma informação da Secretaria de Segurança, através dos órgãos de inteligência, dizendo que alguém havia se apresentado como funcionário ou policial que atuava no Gaeco e que estava tentando tirar uma vantagem, exigindo uma vantagem do empresário", afirmou Batisti.


Marinho está detido na Corregedoria da PM, na capital paranaense. Quando questionado sobre o caso, no momento da prisão em flagrante, preferiu ficar em silêncio.



O PM pode responder por extorsão ou corrupção passiva. Ainda está sendo avaliado por qual crime Marinho responderá.


Além disso, responderá por um processo administrativo junto à PM e também pode perder a função na corporação. Ele chefiava o setor de investigação do núcleo de Foz do Iguaçu.


Conforme Batisti, o empresário foi procurado pelo PM com a justificativa de que o capitão poderia abrir uma investigação contra ele no Gaeco porque haveria suspeitas contra ele, mas o empresário não aceitou essa investida de Marinho.


Quando o setor de inteligência da Sesp conseguiu identificar o empresário, entrou em contato com ele. Por meio de foto, o empresário confirmou se tratar do policial militar. Para ajudar nas investigações, o empresário aceitou a fazer o pagamento dos R$ 20 mil.

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