Polícia cria força-tarefa para investigar atentado ao Porta dos Fundos

Integralistas negam que tenham sido os autores



A Polícia Civil do Rio criou uma espécie de força-tarefa para investigar o atentado contra o canal de humor Porta dos Fundos. A sede do grupo, na zona sul do Rio, foi atingida por coquetéis molotov na madrugada de terça-feira, 24. O caso foi registrado na 10ª DP, onde está sendo tratado como crime de explosão e tentativa de homicídio. A autoria do vídeo em que um grupo se diz autor do ataque ainda está sendo investigada.


"Houve de fato um perigo grave e concreto contra o segurança, que caracteriza uma tentativa de homicídio", disse o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil do Rio, Fábio Barucke, em referência ao funcionário presente no local no momento do ataque.


Barucke e o delegado titular da 10ª DP, Marco Aurélio de Paula Ribeiro, reuniram-se na manhã desta quinta-feira com o ator João Vicente de Castro, integrante do Porta dos Fundos, para tratar do ataque e de suas possíveis consequências.


"Confiamos totalmente no trabalho da Polícia Civil. O Rio de Janeiro não precisa de mais violência e a gente precisa cortar esse mal pela raiz. O que aconteceu foi um atentado à liberdade de expressão", disse Castro, em breve declaração ao sair da sede da Secretaria de Polícia Civil, no Rio.


Responsável direto pelas investigações, o delegado Ribeiro afirmou que é verídico o vídeo que circulou nas redes sociais em que integrantes do grupo que se autodenomina Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira aparecem mascarados e leem um manifesto enquanto imagens do ataque com coquetéis Molotov são exibidas. Sua autoria, entretanto, ainda está sendo investigada. O material está sendo analisado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.


A Frente Integralista Brasileira afirma, em nota publicada em seu site, que repudia a tentativa de associar o movimento ao ataque. A frente diz ainda que desconhece o grupo em questão e que o estatuto da frente proíbe o uso de máscaras para fins de militância.


A filmagem é feita por uma câmera que acompanha a ação. São três os homens que jogam os coquetéis e um que filma. As imagens mostram quatro pessoas no local - dois na moto e dois no carro -, todos homens, e agora o trabalho da polícia é descobrir quem são. Os donos dos veículos serão intimados a depor.


Os policiais em princípio não enquadraram o crime na lei antiterror porque ela prevê uma conduta lesiva à organização da sociedade e ao Estado. "Nos parece que foi um ataque direcionado a uma vítima determinada", explicou o delegado. Se o caso vier a ser considerado terrorismo sua análise seria da competência da Justiça Federal.

28 de outubro de 2020

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