Cinquentenário da Cantata de Santa Maria de Iquique no Teatro da UMC

Pela primeira vez no Brasil, Grupo Palimpsesto apresenta obras da história da música chilena



O Grupo Palimpsesto e convidados apresentam pela primeira vez no Brasil, a Cantata de Santa María de Iquique , uma importante peça da Nova Canção Chilena. O concerto acontece no dia 7 de dezembro, sábado, às 21h30, no Teatro da UMC, na Vila Leopoldina, em São Paulo. A obra é uma belíssima composição que mistura elementos do folclore chileno, a música erudita e a poesia moderna.


A Cantata Popular é estruturada em 18 partes, incluindo cinco relatos declamados sem música, um prelúdio, três interlúdios sem letra, dois pregões e sete canções, com diversos ritmos e níveis de instrumentalização.


O grupo brasileiro recebeu elogios até mesmo de críticos chilenos, como o diretor musical do grupo Quilapayún, o músico Patricio Wang.


“Muy bueno el Palimpsesto. Me gusta mucho la paleta bien amplia de posibilidades y de amplitud de repertório. Muy buenas ideas y todos en general. Bravo!”, disse o especialista.


A Cantata de Santa María de Iquique composta por Luís Advis Vitaglich (1935-2004) em 1969 comemora seu cinquentenário . A obra estreou oficialmente no Segundo Festival de La Nueva Canción Chilena, em agosto de 1970, em Santiago, no Chile, com interpretação do grupo Quilapayún, que a gravaria no mesmo ano em seu sétimo disco.


O épico narra o massacre na Escuela Domingo Santa María de Iquique em 1907. Situada no litoral Norte do Chile, Iquique é uma cidade onde, em 1907, o exército abriu fogo sobre uma manifestação de cerca de 8.500 mineiros que realizavam um protesto por jornadas mais flexíveis e por condições de trabalho dignas. Cerca de 3.600 trabalhadores foram mortos quando se concentravam na Escuela Domingo Santa María – de onde surgiu o nome da obra.


Participam deste espetáculo os convidados Agustin Arias (Voz e violão), Mauro Andres (Bombo Leguero), Fabio Pellegatti (Voz e Cello) e Daniel Giffoni (Voz e relato).

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