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Dois brasileiros estão na fila de espera da Fórmula 1

Pietro Fittipaldi e Sérgio Sette Câmara terão de aguardar pelo menos um ano



Após uma temporada de experiência como pilotos de testes, Pietro Fittipaldi e Sergio Sette Câmara já se veem prontos para assumir uma vaga de titular na Fórmula 1. A dupla de brasileiros, contudo, terá que esperar ao menos mais um ano para ganhar esta preciosa chance. Ambos negociam para renovar seus contratos com a Haas e a McLaren, respectivamente, para seguirem na categoria no próximo ano. A meta é deixar o banco de reservas em 2021.


"Precisamos logo de um brasileiro na Fórmula 1", diz Emerson Fittipaldi no Heineken F1 Festival Tributo a Senna


"Me sinto 100% preparado parar virar piloto titular. Quando testei o carro, me senti bem confortável. Me adaptei bem. Agora tenho experiência suficiente para sentar no carro e fazer um bom trabalho", diz o neto de Emerson Fittipaldi, de 23 anos, em entrevista ao Estado.


Neste ano, Pietro chegou a abrir negociação para tentar uma vaga de titular da Haas para 2020. "Tive conversas para virar titular, mas a equipe decidiu manter os dois pilotos", afirma. A dupla formada pelo francês Romain Grosjean e a dinamarquês Kevin Magnussen continuará defendendo o time norte-americano no próximo ano, apesar dos resultados abaixo do esperado em 2019.


Enquanto a chance não chega, Pietro negocia para seguir como piloto de testes. Ele espera acertar a renovação até o GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, marcado para 1º de dezembro. O jovem piloto quer dar sequência ao aprendizado obtido nos testes do início do ano e da intertemporada, além do trabalho feito com o desenvolvimento do simulador da Haas.


"Gostei muito deste ano, aprendi muito. Foi a minha primeira vez trabalhando direto com uma equipe de Fórmula 1. Testei o carro várias vezes, em fases diferentes, estava muito forte, muito rápido nos primeiros testes", avalia.

Ao mesmo tempo, o neto do bicampeão mundial esteve colado no asfalto ao competir pela DTM, o campeonato de turismo da Alemanha. "Foi um ano bem corrido, tenho vindo em quase todos os finais de semana de F-1. E ainda teve as corridas de DTM, um calendário bem cheio. Ser piloto de testes é legal, mas é preciso se manter na ativa, na pista", pondera.

Na DTM, cuja vaga ainda não foi confirmada para 2020, Pietro espera obter os últimos pontos para assegurar sua Superlicença, autorização da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para jovens pilotos competirem na F-1. Ele soma 36 pontos. Precisa atingir 40. ""Estamos quase lá. Quero somar logo estes pontos para superar isso e esquecer o assunto." Os pontos têm validade de três anos.

26 de novembro de 2020

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