Reserva de emergência: onde investir

Hábito de poupar dinheiro ainda não é muito comum no país


De acordo com a pesquisa Indicador de Bem-Estar Financeiro da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), sete em cada dez brasileiros não teriam condições de lidar financeiramente com um imprevisto.


O hábito de poupar dinheiro para uma emergência ainda não é muito comum no país, mas inegavelmente é um caminho seguro para evitar grandes dívidas, empréstimos bancários e pagamentos de juros.


Além disso, ao poupar investindo, há ainda a vantagem do rendimento dos ativos, que compensa a inflação no período e pode até ter ganhos acima da inflação. Mas para começar uma reserva de emergência, é essencial entender a importância dela e como montá-la com produtos financeiros, como investimentos de renda fixa.


Por que ter uma reserva de emergência

Ainda segundo a pesquisa da CNDL, o número de pessoas que não conseguem ter dinheiro no final do mês também é grande: seis em cada dez brasileiros.


Isso quer dizer que mais da metade da população não têm como guardar dinheiro ou por não terem uma sobra mensal ou por não se sentirem preparados para lidar com uma situação emergencial, em que os gastos extrapolam o orçamento.


Contar com uma reserva de emergência é a forma de estar preparado financeiramente para qualquer imprevisto. É como andar sempre com o pneu reserva, o step, no carro. O motorista não sabe quando precisará usá-lo, mas se sente mais seguro sabendo que ele está ali, já que se um dos seus pneus não funcionar plenamente, será mais fácil solucionar o problema.


Por que investir o dinheiro da reserva de emergência

Com o passar do tempo ocorre a inflação, ou seja, o dinheiro perde seu valor de compra. Nos anos 80, a inflação alcançou altos índices e o dinheiro dos brasileiros perdia valor de um dia para o outro. Atualmente, ela é muito mais estável, podendo ser percebida ao longo de um tempo maior. Mas, ainda assim, de um mês para o outro, é possível perceber que a conta no supermercado ou o tanque de gasolina já não custam o mesmo que no mês anterior.


Quando o dinheiro fica parado na conta-corrente, ele não passa por nenhum reajuste relacionado à inflação, então, ele perde seu valor de compra com o tempo. Já quando o dinheiro é investido, é possível receber juros contratados no investimento, o que protege o dinheiro da desvalorização.


Por isso, o ideal é manter o dinheiro da reserva de emergência investido.


Investimentos para formar a reserva de emergência

O objetivo da reserva de emergência é garantir uma tranquilidade financeira para quem a faz. Por isso, os ativos de investimento recomendados para esse tipo de reserva são os de baixo risco, como os títulos de renda fixa privados e títulos públicos. Esses tipos de investimento costumam ter a rentabilidade baixa, apenas acompanhando a inflação ou superando um pouco a sua variação.


O outro ponto que deve ser observado é que nunca se sabe quando será necessário usar a reserva de emergência. Pela imprevisibilidade, essa reserva precisa estar alocada em um ativo que não tenha nenhum impedimento para retiradas em qualquer período.


A característica que permite aos ativos serem retirados com facilidade é chamada liquidez. Quanto maior a liquidez, mais fácil é vender um ativo e acessar seu dinheiro.


Ativos indicados para a reserva de emergência


Tesouro Selic

O rendimento desse ativo é atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic, o que garante que o dinheiro não vai perder o valor de compra em comparação aos juros da economia real. Além disso, o Tesouro Selic é o ativo do Tesouro Direto com maior liquidez, o que o torna ideal para a reserva de emergência.


O título costuma ter rendimento maior que o da poupança e o seu valor pode ser fracionado.


Para investir em Tesouro Selic, assim como qualquer outro ativo do Tesouro Direto, é necessário ter uma conta em uma corretora de valores, também conhecida como plataforma de investimentos. Abrir a conta em uma empresa do tipo é um processo simples e que pode ser feito online.


CDB e outros títulos privados

Títulos como CDB, RDB, LCI e LCA, quando têm liquidez diária, podem ser boas opções para a reserva de emergência. Porém, quando têm alta liquidez, esses ativos costumam ter um valor mínimo de investimento mais alto.


Assim como no caso do Tesouro Direto, o investimento em ativos privados é feito por meio de uma plataforma de investimentos.


A oferta de ativos de renda fixa privados é grande no mercado financeiro. Recorrendo a uma corretora o investidor tem acesso a uma grande diversidade de títulos e pode contar com a ajuda de um especialista para escolher o mais adequado para o seu momento e seus objetivos financeiros.

25 de outubro de 2020

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