Audiência na Assembleia debate Lixo Zero no Paraná

Encontro foi promovido pelo deputado Goura



A importância da compostagem para o meio ambiente e formas de reduzir o lixo produzido pela população foram os temas da audiência pública “Lixo Zero: Compostagem”, promovida, nesta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). “Entendemos que não existe lixo, mas sim resíduos que podem ser recicláveis, destinados às cooperativas, ou que podem ser compostados”, disse o deputado Goura (PDT), propositor do evento que reuniu diversos técnicos do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. “O foco hoje é tratar dos resíduos orgânicos, falar de políticas que podem ser implantadas nos municípios para o tratamento destes resíduos. Sejam elas por compostagens domésticas, ou estimular que os municípios tenham planos e práticas no âmbito municipal de compostagem”, observou o deputado.


A diretora de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Governo do Paraná (Sedest), Fabiana Campos, falou da importância do consumo consciente. “Quando falamos de resíduos as pessoas pensam sempre que isso é responsabilidade só do poder público, mas a população também deve participar do processo e repensar o seu consumo”, disse ao convidar as pessoas a diminuírem o consumo de embalagens nos mercados, separar adequadamente o lixo em casa e repensar à maneira de consumo. “Se cada um assumir para si o cuidado com o lixo que gera já ajuda muito”, pontuou. A diretora também fez questão de destacar que não há uma solução para o lixo zero, mas sim muitos caminhos, possibilidades e mecanismos, aliados a tecnologia e a uma educação ambiental que contribuem com a prática.


Os deputados Delegado Recalcaltti (PSC) e Evandro Araújo (PSC) destacaram a importância de se discutir o tema na Casa de Leis. “A questão do lixo é séria e preocupante e devemos debate-la sempre”, disse Recalcatti. Para o deputado Evandro Araújo, o maior desafio é despertar e comprometer prefeitos e vereadores com a prática. “Temos que estimular os gestores a continuarem com projetos e avançar nessa prática, mostrar para eles a importância da reciclagem para a população”, afirmou.


Lei da compostagem - “Com uma atitude simples incentivamos a separação de alimentos e poderíamos evitar gastar com o transporte até o aterro de componentes que poderiam ir para compostagem e serem transformados em renda. Começamos aqui na Câmara Municipal, mas minha dica é que as pessoas comecem pelas suas casas”, disse a vereadora de Curitiba, Maria Letícia Fagundes (PV), que instalou uma composteira em sua sala na Câmara Municipal de Curitiba. “Entendendo os modelos de consumo podemos encontrar soluções”, frisou a vereadora.


Já o vereador de Florianópolis, Marcos José de Abreu (PSOL), conseguiu aprovar duas leis importantes para o meio ambiente. Uma diz respeito à compostagem e obriga o município a destinar adequadamente todos seus resíduos sólidos orgânicos por meio dos processos de reciclagem e compostagem. “Isso quer dizer que a cidade não poderá enviar o lixo orgânico aos aterros sanitários ou para serem incinerados”, disse o vereador Marquito, ao comentar que também aprovou uma lei que proíbe qualquer tipo de produção agrícola, pecuária ou extrativista de utilizarem agrotóxicos. “Tivemos avanços legislativos significativos, mas temos que continuar a debater e incentivar práticas de lixo zero nas comunidades”, afirmou.


Presente ao evento, o procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, comentou que o Paraná regulou uma lei que prevê que até 2030 a alimentação escolar deve ter 100% de produtos orgânicos e a compostagem tem papel importante nesse sentido. “Temos que tratar esse tema com responsabilidade social e ética e o Ministério Público esta a disposição para auxiliar e ajudar no que for preciso”, afirmou.

21 de outubro de 2020

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