CPI da JMK define presidente e relator

Empresa teria fraudado Estado em mais de R$ 125 milhões


CPI da JMK define presidente e relator

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JMK elegeram por unanimidade o deputado Soldado Fruet (PROS) como presidente e o deputado Delegado Jacovós (PR) como relator do grupo de trabalho. A vice-presidência ficou com o deputado Tião Medeiros (PTB). A CPI vai investigar os contratos do Governo do Paraná com a empresa, que é responsável pela manutenção e gestão de frotas de veículos oficiais do Executivo paranaense. A reunião de instalação da CPI ocorreu na tarde desta terça-feira (04) na Sala de Reuniões da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e foi comandada pelo segundo vice-presidente do Legislativo, deputado Tercílio Turini (PPS).


Após a eleição, o presidente e o relator indicaram os próximos passos do grupo. De acordo com Fruet, uma das primeiras providências será o pedido, junto ao Governo do Estado, de documentos relativos à JMK. “Com base nestes documentos, vamos definir a convocação para os depoimentos. A CPI foi instalada para apurar irregularidades”, explicou.


Jacovós afirmou que também deve convocar o delegado da Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil, Alan Flore. Ele é o responsável pela Operação Peça Chave, que investiga a JMK e levou à prisão temporária de 15 pessoas. “Como a investigação está avançada, temos de chamar os investigadores que trabalham no caso. Queremos complementar o trabalho realizado pela Polícia Civil”, explicou. O deputado também disse que pretende sugerir a convocação de ex-secretários estaduais da Administração e Previdência.


A próxima reunião está marcada para terça-feira (11), às 11 horas da manhã. A abertura da CPI foi proposta pelo presidente eleito, deputado Soldado Fruet. O prazo para a realização dos trabalhos é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias.


A operação Peça Chave investiga diversos crimes praticados por pessoas ligadas à empresa JMK. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 125 milhões. Há suspeitas de que as atividades criminosas aconteciam desde o início da execução do contrato, em junho 2015. Na semana passada, a Polícia Civil do Paraná cumpriu 15 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão contra responsáveis pela manutenção de veículos oficiais do Estado do Paraná.

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