Deputado defende ação da PM que matou jornalista

Coronel Lee leu ficha policial da vítima durante a sessão



O deputado estadual Coronel Washington Lee Abe (PSL) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na tarde desta terça-feira (21), para defender a ação dos policiais que causou a morte do jornalista Andrei Gustavo Orsini Francisquini, na madrugada de domingo (12), na Praça da Espanha, em Curitiba. O coronel da PM e deputado em primeiro mandato disse que “não havia como dar rosas” para o suspeito que teria fugido ao ser abordado. Lee também relatou diversas ocorrências que, segundo ele, constam na ficha policial de Andrei.

“Em patrulhamento, os policiais perceberam que este rapaz, Andrei Francisquini, estava manuseando uma arma. Decidiram abordar o suspeito, que fugiu num Corsa, bateu em um Voyage e foi cercado na Praça da Espanha. Desceram da viatura 4 policiais armados e treinados, ele engata a ré, bate em outro carro e quase atropela todos. Queriam o que? Que a polícia pedisse por favor, que desse rosas e pedisse que ele parasse de fugir? Este cidadão foi abordado e baleado como manda a lei”, disse o deputado na tribuna da Alep.

Andrei foi morto após um suposto confronto com a Polícia Militar. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da primeira abordagem, na Rua Vicente Machado. Dois PMs atiram para tentar evitar a fuga, mas o jornalista segue em velocidade até ser cercado a algumas quadras dali, já na praça. Neste momento, Andrei é baleado ao tentar novamente fugir. A PM alega que encontrou uma arma dentro do carro do suspeito. A família nega que ele tivesse a pistola. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM.

Na tribuna da Alep, o Coronel Lee apresentou uma lista com diversas passagens de Andrei pela polícia.

“Este senhor Andrei, em 2013, já foi preso empreendendo fuga quando atropelou e quase matou o policial em uma barreira. No mesmo ano foi preso em flagrante por extorsão. No ano seguinte, foi preso por embriaguez ao volante. Vários Boletins de Ocorrência por ameaça a funcionários do jornal do pai, o Tribuna do Vale. Cinquenta notificações de trânsito e outros tantos registros de perturbação do sossego. E a PM que é a vilã? A família tem o direito de tentar defender este senhor, mas não atinja os policiais. Não foram eles que causaram todas estas ocorrências (…) O corporativismo pode ser para o bem e também para o mal”, disse o Coronel Lee.

22 de outubro de 2020

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