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Fórmula 1 fica em São Paulo pelo menos até 2020

Bolsonaro criou polêmica ao anunciar prova no Rio



Após a polêmica da possível troca de sede do Grande Prêmio do Brasil da Fórmula 1, de São Paulo para o Rio de Janeiro, supostamente já em 2020, o governador paulista, João Dória, se reuniu com o prefeito Bruno Covas, na manhã desta sexta-feira (10). Dória reforçou, em coletiva, que o GP Brasil de F1 continua em São Paulo até 2020, quando vence o contrato firmado entre os detentores do evento e a prefeitura da capital. Está agendada para junho uma reunião entre o prefeito Bruno Covas e os organizadores da F1 para discutir os termos para renovação contratual.

“Quero deixar bastante claro que o GP de Fórmula 1 está em São Paulo e continuará em São Paulo. Temos contrato com os promotores da F1 até 2020, e há multas pesadíssimas se qualquer uma das partes romper com esse acordo”, explicou o governador.

A notícia de que o Rio seria a casa da F1 no Brasil veio de um anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro, através de seu Twitter, que ainda adicionou que a construção do autódromo seria com dinheiro de iniciativa privada em sua totalidade.

Após nossa vitória nas eleições, a Fórmula 1, que iria embora do Brasil, decidiu não só permanecer, mas também construir um novo autódromo no RJ, que terá o nome do ídolo Ayrton Senna. Com isso, milhares de empregos serão criados, beneficiando a economia e a população do estado.

O governador de São Paulo disse que respeita o desejo legítimo do Rio de Janeiro de querer levar o GP Brasil para a cidade, mas lembrou que a capital paulista está mais estruturada para atender às necessidades dos turistas. “Adoro o Rio, morei no Rio, tenho uma boa relação com o prefeito e o governador do Rio, mas vamos lutar para manter a F1 em São Paulo. Interlagos está entre os cinco melhores circuitos do mundo. Nossa rede hoteleira está estruturada. Outro aspecto é de ordem econômica, conseguimos garantir o volume e preço médio que sustenta os lucros da F1. Somente no ano passado, 150 mil pessoas assistiram ao GP Brasil”, detalhou o governador.

O Grande Prêmio do Brasil é realizado em São Paulo de forma ininterrupta desde 1990, no Autódromo José Carlos Pace. Apenas no GP disputado em 2018, o circuito de Interlagos, como é conhecido, recebeu 150.307 mil expectadores, um incremento de 6,4% em relação ao ano anterior.

Por seu traçado desafiador, o circuito de Interlagos é considerado um dos cinco melhores do mundo e, por isso, é um dos mais elogiados pelos pilotos. O pentacampeão Lewis Hamilton, da Mercedes, diz que Interlagos é seu “calcanhar de Aquiles”. Para o holandês Max Verstappen, da Red Bull, “o desenho especial com algumas elevações de altura e o no sentido anti-horário do traçado adicionam mais diversão e desafio à corrida”.O prefeito Bruno Covas falou sobre o impacto econômico que o evento traz para a cidade de São Paulo. “A F1 movimentou R$ 334 milhões em 2018, 20% a mais que em 2017. Isso gerou 10 mil empregos diretos e indiretos para São Paulo. Portanto, vamos defender São Paulo”, comentou o Prefeito.

Covas também lembrou que, nesta quarta-feira (8), a Prefeitura de São Paulo enviou para a Câmara Municipal um projeto de lei em regime de urgência para a concessão do Autódromo de Interlagos.

2 de dezembro de 2020

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