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Membros do PCC são transferidos para Piraquara

Grupo de 55 presos estava na cadeia de Rio Branco do Sul



Cinquenta e cinco detentos que estavam na carceragem da Delegacia de Polícia de Rio Branco do Sul foram transferidos nesta segunda-feira (01) para a Casa de Custódia de Piraquara. Outras 14 transferências para o sistema prisional devem ocorrer nos próximos dias. A carceragem da cadeia pública de Rio Branco do Sul passa agora a ser administrada pelo Departamento Penitenciário do Paraná e será destinada exclusivamente para mulheres e transexuais.

O secretário estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, afirmou que as transferências estão sendo possíveis graças ao planejamento da Secretaria, que está transferindo a carceragem de 37 unidades da Polícia Civil para o Departamento Penitenciário. “Este é um primeiro passo para que possamos melhorar as condições das pessoas com privação de liberdade. As transferências acontecerão, paulatinamente, em outras cadeias públicas do Estado”, disse.

Com a medida, o Depen tem a gestão plena das unidades e ficará com a guarda de aproximadamente seis mil presos. Assim, cerca de 1.100 policiais civis estão sendo liberados exclusivamente para o trabalho de investigação, formalização de flagrantes e demais atividades de prestação de serviços à população.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach, a ação permite liberar os policiais civis para que eles possam atuar efetivamente nas investigações. Segundo ele, essa transferência faz parte de algumas estratégias que estão sendo adotadas pela Secretaria da Segurança Pública para resolver o problema de presos em delegacias no Paraná. “É um projeto de médio e longo prazo, um planejamento embasado em estudos prévios, para que se consiga, de forma responsável, tentar, nos próximos anos, resolver essa situação crítica que a Polícia Civil vem enfrentando há anos, que é a questão de presos em delegacias”, afirmou.

A carceragem da Cadeia Pública de Rio Branco do Sul está passando por uma reestruturação. Reparos na rede elétrica já foram feitos, faltando apenas concluir a pintura. A capacidade do local é de 100 vagas, que serão utilizadas para acomodar detentas femininas, e, destas, 30 vagas serão destinadas para atender aos presos transexuais.

O diretor do Depen, Francisco Caricati, disse que agora o departamento terá condições de aprimorar o trabalho e oferecer melhores condições a essas pessoas. "A medida resolve o problema de mulheres presas em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, assim como de presos homossexuais, que não dispunham de local apropriado para suas custódias", afirmou.

Caricati diz ainda que a carceragem passará a oferecer o mesmo tratamento do sistema prisional para mulheres e homossexuais, incluindo direitos e regras estabelecidas em lei.


A ação contou com o apoio de diversos policiais e nove veículos de transporte, entre viaturas e micro-ônibus, tanto da Polícia Civil quanto do Depen.

30 de novembro de 2020

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