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PSL quer fazer marcação individual ao PT e PSOL

Deputados já escolheram seus adversários na Câmara



Deputados do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, já escolheram seus adversários diretos para, como se diz no futebol, fazer uma marcação homem a homem. As informações são de Daniel Carvalho na Folha de S. Paulo.

O principal alvo é o PT, partido que tem a maior bancada eleita da Casa, com 56 deputados. O PSL, segunda maior bancada, elegeu 52 deputados, mas prevê crescimento com a migração de parlamentares de outras legendas.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), eleita deputada federal para a próxima legislatura, é alvo de disputa entre os antagonistas.

Há ao menos três bolsonaristas que querem marcá-la: os conterrâneos Joice Hasselmann (paranaense eleita por São Paulo) e Filipe Barros (PR), além de Carla Zambelli (SP).

“Temos uma pré-divisão, sim, uma cota pessoal. A gente meio que está dividindo os nomes da oposição com os nossos nomes de cá de enfrentamento”, explica Hasselmann.

“Essas posições são naturais. Eu e a Erika Kokay [PT] somos do DF e já temos posições antagônicas. Agora, a Erika não terá mais o microfone só para ela. Quando for defender pautas de direitos humanos, sob a sua ótica do direito dos manos, estarei lá para fazer o contraponto. O povo brinca que a TV Câmara terá mais audiência que a Globo”, afirma Bia Kicis (DF), eleita deputada pelo PRP, mas de malas prontas para o PSL.

Segundo Zambelli, a conversa da marcação mano a mano é informal e não há uma estratégia realmente traçada.

“O que a gente já conversou mais é, por exemplo, se as mulheres [da oposição] começarem a atacar os homens do nosso partido, nós, mulheres, sairemos em defesa, de acordo com o tema. Não é uma defesa cega. É até uma forma de não ter problemas com comissão de ética por quebra de decoro. A gente quer minimizar os problemas”, afirma a deputada eleita por São Paulo.

Para Filipe Barros, o enfrentamento com Gleisi é natural por serem do mesmo estado, mas ele também quer se colocar como antagonista do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), caso ambos estejam na Comissão de Direitos Humanos.

Deputados do PSL disseram que Wyllys também será alvo do deputado eleito Alexandre Frota (PSL-SP). Ao ser questionado sobre a estratégia, o parlamentar informou que estava na praia e retornaria apenas no fim de janeiro.

A maneira como farão este enfrentamento ainda não foi definida pelos parlamentares do PSL. Alguns deles sabem que a tática, porém, pode acabar atrapalhando o governo.

29 de novembro de 2020

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