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General Silva e Luna será novo diretor-geral da Itaipu

Ex-ministro da Defesa vai substituir Marcos Stamm



Mais um general irá ocupar um cargo estratégico no novo governo. O ex-ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a direção-geral da Itaipu Binacional, usina hidrelétrica que pertence ao Brasil e ao Paraguai. A nomeação do general Silva e Luna foi confirmada por fontes do Palácio do Planalto e do Ministério de Minas e Energia, ao qual a empresa está vinculada. As informações são de Tânia Monteiro no Estadão

Os procedimentos para a nomeação do general Silva e Luna estão em andamento há pelo menos duas semanas. Várias reuniões já foram realizadas na pasta de Minas e Energia para discutir o que o novo governo quer da administração brasileira na empresa, que esteve na mão do representante do PT Jorge Samek durante 14 anos e, agora, está sob a direção de Marcos Stamm, que assumiu o cargo em abril do ano passado, indicado pelo ex-presidente Michel Temer.

A ideia é seguir a orientação geral do Planalto, de verificar em que áreas estão concentradas as nomeações políticas feitas ainda pela administração petista, mas não só por ela, como também pelos demais partidos, inclusive o MDB. Há preocupação também com a forte influência das administrações do governo do Paraná na empresa binacional.

Com isso, todos os atos administrativos da parte brasileira serão revistos, principalmente nas áreas de segurança e de coordenação. A área financeira também terá um novo comando. O governo Bolsonaro quer tirar toda a influência política que exista na empresa, deixando-a com foco na sua atividade-fim, que é a geração de energia. Durante a administração petista, foram criadas várias áreas de atuação que não têm a ver com a atividade-fim da usina, abrindo um leque de ações que estariam sendo usadas para beneficiar grupos políticos. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), instalada em Foz do Iguaçu e criada em janeiro de 2007 com apoio da usina.

Mas existem outras áreas de atuação fora da finalidade da empresa, segundo as fontes. Um dado que reforça a tese do atual governo de que é muito forte a influência política do governo do Paraná sob a administração da Itaipu brasileira é que cresceu de 16 para 54 o número de municípios do Estado que recebem royalties da Itaipu brasileira.

5 de dezembro de 2020

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

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