SUS deverá realizar implante de válvula cardíaca via cateter

PL aprovado no Senado deve beneficiar cinco mil pacientes anualmente



O número de pacientes idosos submetidos ao tratamento transcateter da valva aórtica (TAVI) deve aumentar em cinco vezes se o procedimento for autorizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é a estimativa da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SNHCI) que contabiliza, anualmente, mil procedimentos particulares de TAVI.

O projeto de lei que determina a inclusão do tratamento pela Rede Pública teve a aprovação da Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, no dia 21 de novembro. Já aprovada no Senado, a nova lei pode ser sancionada em breve, auxiliando pacientes com estenose aórtica, doença conhecida como o estreitamento da válvula aórtica, o que reduz o fluxo sanguíneo para o corpo. O problema atinge cerca de 5% dos idosos brasileiros.

No país, nos últimos cinco anos, 4,8 milhões de pessoas entraram na terceira idade, elevando o número de idosos para 30,2 milhões (IBGE/2017). "Passamos por uma transição demográfica e este aumento será crescente. A estenose aórtica é uma doença comum em idosos, mas muitos não têm condições de realizar a cirurgia tradicional, com o peito aberto, para substituir a válvula aórtica", avalia o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga. "A introdução dessa terapia no SUS vai ampliar o acesso a uma perspectiva terapêutica capaz de modificar a história natural dessa doença grave."

O cardiologista Costantino Ortiz Costantini, diretor-científico do Hospital Costantini, em Curitiba, lembra que o número de idosos em 2030 será maior do que o de crianças. ""Com a evolução da tecnologia, é inevitável a utilização, com maior frequência, de técnicas minimamente invasivas no tratamento de problemas nas válvulas do coração, doenças desenvolvidas mais comumente por idosos, mas que também são diagnosticadas em jovens e crianças, especialmente bebês", ressalta o médico. Costantini explica que, mesmo não usual, o implante de válvulas cardíacas via cateter já vem sendo utilizado em pacientes com menor idade.

A intervenção via cateter é bem menos agressiva e permite uma breve reintegração do paciente às suas atividades diárias. "A recuperação de um pequeno furo na virilha, necessário para o tratamento via cateter, é muito mais rápida do que uma fratura induzida no esterno (osso do peito),necessário para a realização de uma cirurgia cardíaca. O tratamento por cateter também reduz os riscos de sangramento e infecção."

Ossos podem demorar até três meses para consolidar a fratura, tempo que pode ser ainda maior nos idosos com osteoporose. "O trauma do cateter na virilha cicatriza em três semanas", destaca o médico.

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28 de Janeiro de 2021

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