Protestos lembram jovens mortos pela PM em Curitiba

Manifestação aconteceu na Praça Santos Andrade



Familiares de jovens mortos recentemente em abordagens da Polícia Militar realizaram, na tarde deste domingo (25), uma manifestação na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. Eles acusam os policiais militares de excutarem os jovens e forjarem um possível confronto. Ruhan Luiz Machado foi morto durante abordagem da Polícia Militar, no bairro Cajuru, em Curitiba, no dia 22 de outubro. O jovem morreu aos 20 anos após ser baleado na Rua Malba Gama Scremin. A versão da PM para a morte dá conta de que policiais do 20º Batalhão foram acionados para atender a um achado de cadáver na região e, durante o patrulhamento, localizaram alguns jovens em “atitude suspeita”. A polícia diz que, durante a abordagem, o rapaz atirou contra a equipe, que revidou e acertou Ruhan. Os policiais foram afastados e a Corregedoria da PM apura as condições do confronto. Para a mãe de Ruhan, Suzete Santos, a PM cometeu uma execução. “A polícia entra, executa e forja provas para que nossos filhos sejam tratados como bandidos. São jovens sem passagens e íntegros. Queremos mostrar que o policial comete a ilegalidade e, em seguida, vem outros para ajudar nisto”, reclamou. A família do jovem Deyvid Luigi Fronza, morto após ser atingido por cinco disparos de arma de fogo em suposto confronto com a PM no bairro Pilarzinho, em Curitiba, no dia 11, também esteve na manifestação. Deyvid foi morto pela PM por suspeita de integrar um bando que assaltou duas pessoas, entre elas um policial, em uma lanchonete do bairro Tanguá, em Almirante Tamandaré. Ele morreu dentro do terreno onde morava com a família. A corporação garante que o jovem estava com a arma roubada do policial e parte do dinheiro de outro cliente assaltado. Por sua vez, a família contesta a versão. “Meu filho estava na casa da minha mãe, levantou os braços na hora da abordagem, disse que não devia nada, e ainda assim o mataram. Eu vou até o fim, até o inferno, para provar a inocência do meu filho. Tem filmagens que mostram ele longe do local do assalto pouco antes de ser morto. Eu quero Justiça”, afirmou a mãe de Deyvid, Caroline Alves de Brito.

22 de outubro de 2020

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