Quatro benefícios que as imagens térmicas trazem para a agricultura

Assim como a ressonância ou a tomografia oferecem informações de anomalias em seres humanos, a imagem térmica traz ao produtor rural a possibilidade de identificar, de forma antecipada, anomalias na plantação.

Os avanços tecnológicos advindos da agricultura digital e a redução significativa dos custos da captação das imagens tornaram viável a aplicação em larga escala desta tecnologia na agricultura. Estima-se que este mercado mundial movimentará US$ 116 bilhões até 2020. E o uso das imagens térmicas também cresce no Brasil. Elas permitem que o produtor tenha uma visão macro de toda a lavoura e, ao mesmo tempo, colha informações micro sobre a sanidade de cada planta especificamente, diagnosticando, em tempo hábil, tanto as áreas que apresentam menor produtividade devido a problemas como pragas, doenças ou déficit hídrico, quanto as regiões onde a produtividade é superior. São muitos os benefícios para o agricultor que trabalha aliado à tecnologia das imagens térmicas, entre os quais destacamos quatro: 1. Variabilidade Hídrica Como sabemos, é indispensável a análise da variabilidade das propriedades físico-hídricas do solo para o manejo da irrigação, o que pode contribuir para a maximização da produtividade e da eficiência de uso da água. Embora a água seja um dos principais componentes de produção que afeta a produtividade da lavoura, sua variabilidade dentro da área é, frequentemente, ignorada. Então, a aplicação diferenciada de água ou irrigação de precisão em cada gleba permite maximizar a produtividade e também reduzir custos pela melhor eficiência. É aí que entra a importância das imagens térmicas, as quais permitem identificar problemas existentes no manejo da água da irrigação, homogeneizando a umidade da lavoura e ampliando, assim, a produtividade da safra. 2. Auxilia na indicação de variabilidades no solo A amostragem de terra é considerada uma fase crítica no preparo do terreno e adubação baseado em análise química do solo. O objetivo da amostragem é caracterizar a fertilidade de uma área ou gleba de grande dimensão, por meio da determinação das quantidades de nutrientes e outros elementos presentes, através de uma pequena fração representativa de terra. Porém, devido à heterogeneidade que os solos apresentam, por mais que a pesquisa tente sistematizar certos procedimentos a fim de minimizar os erros de amostragem, é impossível um resultado cem por cento certeiro. Nesta fase pré-plantio, as imagens térmicas oportunizam ao produtor reconhecer rapidamente variabilidades nos talhões, principalmente associados a textura do solo oferecendo um mapa preciso para saber onde coletar as amostras de terra e, então, agir diretamente nos pontos certos para adubação e, consequentemente, prevenir a queda de produtividade localizada ou entender melhor suas zonas de manejo e trabalhá-las da melhor maneira. 3. Detecção precoce de doenças e pragas Nenhum agricultor pode tratar problemas desconhecidos na sua plantação e, muitas vezes, ele não saberá que os problemas estão lá a menos que consiga vê-los. É esse diagnóstico que as imagens térmicas oferecem. Com frequência, o primeiro sintoma de estresse de uma planta é um pequeno aumento em sua temperatura, ocasionados pela indução no fechamento de estômatos. As imagens térmicas detectam os sinais iniciais de doenças nas plantas em qualquer lugar da lavoura, colocando o produtor em posição para intervir contra qualquer problema muito antes de ele causar qualquer dano econômico, preservando a sua produtividade máxima esperada. 4. Monitoramento efetivo As imagens térmicas permitem visualizar anomalias tanto na plantação e no solo, quanto em florestas e nos corpos d’água. Em termos comparativos, pode-se dizer que a imagem térmica está para a agricultura como a ressonância magnética ou a tomografia estão para a medicina. Assim como as tecnologias medicinais oferecem informações de anomalias em seres humanos, como um tumor, por exemplo, a imagem térmica traz ao produtor rural a possibilidade de identificar, de forma antecipada, anomalias na plantação, como problemas de fitossanidade, nematoides, estresse hídrico, erosões, falhas no sistema de irrigação, entre outros. Esse diagnóstico precoce e direcionado sobre a sanidade de cada uma das plantas que compõem a lavoura oferece ao agrônomo e/ou produtor a possibilidade de se antecipar e ir diretamente aos problemas de produtividade antes mesmo que esses impactem sobre a rentabilidade da lavoura. Esse monitoramento é feito de acordo com a necessidade de cada cultura, e as imagens são entregues para o diagnóstico do agrônomo em até 24 horas após a coleta. Formas de coletar imagens Existem três formas de se realizar o monitoramento por imagens: satélites, drones ou aviões. Satélites colhem imagens de grandes áreas, mais baratos, porém ficam sujeitos a contaminação das imagens por nuvens, muito comuns no verão, época de maior demanda. Drones possuem uma resolução maior, mas colhem imagens apenas de pequenas áreas por vez, o que acaba encarecendo o processo. Os aviões, por sua vez, podem captar até 65 hectares por imagem e até 50 mil hectares/dia e possuem a capacidade de embarcar uma quantidade maior e específica de sensores durante o voo, levando a melhor relação custo-benefício dos três. A tecnologia de escaneamento da lavoura por aviões está disponível para o agronegócio brasileiro através da AirScout Brasil. 24 horas após as imagens serem captadas, o agricultor tem acesso a todas informações, permitindo ver o estresse das plantas semanas antes do possível com qualquer outra ferramenta, garantindo mais rentabilidade para a lavoura.

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