Plataforma de negociação digital garante recuperação de crédito

Uma só plataforma consegue fechar cerca de 4,5 mil acordos por dia

Plataforma de negociação digital garante recuperação de crédito

Os canais de acordo entre bancos credores e devedores inadimplentes já não se limitam mais a ligações telefônicas e conversas com o gerente. As plataformas de negociação digital têm sido cada vez mais usadas para intermediar propostas e recuperar créditos. Para os devedores, a grande vantagem é a facilidade e a rapidez para conseguir uma negociação que cabe dentro de sua capacidade de pagamento. Com um simples clique é possível escolher o melhor momento e a melhor forma de parcelar dívidas. Um destes canais é a QuiteJá, fintech paranaense que fecha diariamente uma média 4,5 mil acordos de renegociação entre banco e devedores. No mercado há dois anos, a empresa tem em seu histórico 70 mil negociações bem-sucedidas. Somente entre julho de 2017 e agosto de 2018, foram mais de 180 mil boletos pagos, o que corresponde a aproximadamente R$ 30 milhões recuperados para o credor. “O cliente se mostra cada dia mais adepto a novas alternativas. Pessoas físicas ou jurídicas podem negociar, ajustando os valores a sua realidade, sem burocracia, filas, telefonemas ou relações estressantes com atendentes”, diz Rafael Abreu, diretor da QuiteJá. O executivo destaca que, ao facilitar a negociação entre as partes, a plataforma recupera não só créditos, mas também clientes para as instituições financeiras. “É uma excelente forma de reatar uma relação, por vezes desgastada, do antigo cliente com o banco”, afirma. “Não somos cobradores, mas sim um canal de negociação, que serve tanto ao credor quanto ao devedor”. Na plataforma, o inadimplente vai encontrar opções de acordo adequadas a sua capacidade de pagamento para conseguir regularizar o crédito. “Quem decide quando negociar é o próprio cliente. O portal fica disponível 24 horas; é só clicar.” Para os bancos, a vantagem, além de mais propostas fechadas, é o custo do serviço, muito inferior aos canais tradicionais de negociação. “Resgatamos o cliente que rejeita os canais convencionais e, muitas vezes, acaba desistindo de negociar e quitar sua dívida” completa Rafael Abreu. As dívidas bancárias – que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros – subiram 6,4% em 2018, de acordo com SPC. O número de endividados atinge 41% da população adulta, a maioria no Sudeste. Entre os inadimplentes, 17,9 milhões têm de 30 a 39 anos. Os devedores entre 40 e 49 anos somam 14 milhões. Consumidores de 25 a 29 anos formam 7,9 milhões de negativados. Os idosos também devem. São 5,4 milhões na faixa dos 65 a 84 anos com contas em atraso. Dos jovens brasileiros (entre 18 e 24 anos), 20%, ou 4,8 milhões, estão endividados. A plataforma digital pode ser acessada pelo endereço: https://quiteja.com.br/

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