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Novo museu no Japão é destinado à arte digital e interação do público

"O museu em si é uma obra de arte", diz Takashi Kudo, da teamLab

Art Museum: O teamLab Borderless é um espaço de arte digital de 10.000 metros quadrados, fica em Tóquio, no Japão, onde tudo é controlado por computadores, até os ingressos eletrônicos. O museu é composto de 60 obras de arte individuais, mas como o nome, Borderless, sugere, o lugar deve ser experimentado como um todo, e não como uma série de peças individuais.

Mas o Borderless não se refere apenas às obras de arte. Kudo explica que o teamLab, o coletivo criativo por trás do espaço, está procurando por “um novo relacionamento entre os humanos e o mundo, incluindo obras de arte ou outras pessoas”. As peças em seu museu confundem as linhas entre arte e espectador, colocando os visitantes dentro da arte.

Composto de 520 computadores e 470 projetores, o museu é inspirado no conceito de interatividade e a arte responde ao movimento conforme os visitantes caminham pelo espaço. Nesta peça, Forest of Lamps, as luzes reagem à presença de uma pessoa. Se houver mais de uma pessoa na sala, as luzes serão alteradas com base nos dois movimentos, e o processo continuará, quanto mais pessoas você adicionar. Kudo explica que ter várias pessoas experimentando uma obra de arte de uma só vez, e se tornando parte dela, significa que a experiência é aprimorada para todos.

Ele expande essa ideia usando o exemplo de uma visita ao Museu do Louvre em Paris para ver a Mona Lisa. Quando você olha para o famoso retrato e pondera sobre seu sorriso, ele diz, a experiência é uma a uma, e a presença de outras pessoas “às vezes pode nos incomodar”. Em contraste, o teamLab Borderless procura mostrar que a experiência de sua arte é melhorada quando você está cercado por outras pessoas, com cada indivíduo se tornando parte de uma obra de arte coletiva.

Nesta sala, os visitantes são cercados por lírios em diferentes alturas, com peixes gerados por computador nadando em torno deles. A obra de arte é executada por um programa de computador, o que significa que cada experiência é única. “Quando criamos algo no mundo físico, você precisa usar materiais, por exemplo, usando uma tela e pintando, ou usando ferro e fazendo esculturas”, diz Kudo. Ao usar ferramentas digitais para criar arte, elas não são limitadas como os artistas tradicionais são.

Nesta sala, a obra de arte é controlada pelo smartphone do visitante. Cada indivíduo pode criar seus próprios padrões à luz e, portanto, não apenas dentro da arte, mas ajudando a criar a arte ao seu redor. Kudo explica que teamLab quer “trazer as pessoas fisicamente dentro de um mundo digital”.

Um coletivo de arte que começou em 2001, o teamLab agora tem mais de 500 membros, incluindo animadores, programadores, arquitetos, matemáticos e designers. O coletivo começou a trabalhar nesse projeto “há dois ou três anos”, diz Kudo. Convertendo o espaço de um antigo arcade de diversões levou oito meses, com mais quatro ou cinco meses para instalar as obras de arte.

Seu processo artístico é tentativa e erro. Um grupo senta em uma sala juntos, inventando conceitos e testando-os. Cada especialidade tenta então resolver os problemas que surgem em suas áreas de especialização, e a ideia evolui a partir daí. Não há hierarquia na organização, e muito parecido com uma piada, Kudo diz que, se você precisar explicar, está morto.

A arte digital é intrinsecamente complicada, diz Kudo, e requer muita mão de obra nos bastidores para que ela funcione. Ele usa o desenvolvimento de belas artes para ilustrar esse ponto. As pessoas não conseguiam pintar do lado de fora porque a tinta secava muito rápido, até que alguém inventou o tubo para colocar a tinta, mantendo-a fresca. Com a arte digital, Kudo explica, “nós temos que criar o pincel, e nós temos que criar os tubos, e nós temos que criar os cavaletes por nós mesmos”.

O teamLab tem uma visão positiva da humanidade e do futuro. Um dia, Kudo diz, o coletivo aspira a criar uma cidade feita inteiramente de arte digital. Ele argumenta que, se as pessoas pudessem viver dentro da arte digital, poderiam ser mais positivas umas com as outras. "Sua própria existência se torna uma parte da beleza, e se você se sentir bonita como parte de nossa arte, talvez você possa se sentir bonita para as outras pessoas também".

24 de novembro de 2020

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