Eleições 2018 e os impactos nos investimentos na bolsa de valores

Em ano de eleições presidenciais as especulações e incertezas podem causar diferentes reações no mercado. O investidor deve manter-se atento para aproveitar as oportunidades e se proteger dos riscos.

As eleições 2018 estão se aproximando e em breve a nação escolherá o novo dirigente do país. Muitas especulações, pesquisas e informações das mais diversas naturezas inundam os noticiários e as redes sociais. Os olhos do país estão voltados para esse grande evento e a atenção do mercado financeiro também.

Ao todo 13 presidenciáveis registraram candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Alvaro Dias (Podemos)

  • Cabo Daciolo (Patriota)

  • Ciro Gomes (PDT)

  • Geraldo Alckmin (PSDB)

  • Guilherme Boulos (PSOL)

  • Henrique Meirelles (MDB)

  • Jair Bolsonaro (PSL)

  • João Amoêdo (Novo)

  • João Vicente Goulart (PPL)

  • José Maria Eymael (DC)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), substituído por Fernando Haddad

  • Marina Silva (Rede)

  • Vera Lúcia (PSTU)

O TSE barrou a candidatura de Lula que está preso desde abril de 2018 em Curitiba. O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para concorrer à presidência no lugar de Lula, que não pode mais participar da corrida eleitoral, o PT indicou Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo.

Os impactos das eleições na bolsa

Em período de campanha a volatilidade nos preços dos ativos da bolsa de valores aumenta bastante. Principalmente em um momento em que a eleição é tão incerta como a que está por vir. Cerca de três ou quatro candidatos têm boas chances de disputarem o segundo turno.

Além dos impactos que as eleições por si só causam na bolsa, alguns acontecimentos também têm seus reflexos.

No dia 6 de setembro, o candidato Jair Bolsonaro levou uma facada enquanto fazia campanha em Juiz de Fora - MG. Nesse mesmo dia, o Ibovespa fechou com 1,76% de alta e o dólar caiu 1%.

A incerteza e as notícias impactam diretamente o preço dos ativos, que ficam voláteis e podem oscilar bastante dentro de um mesmo pregão. Tudo isso devido a euforia ou pânico que a expectativa de ter um ou outro candidato vencedor gera no mercado.

Depois de enfrentar um cenário de altas e baixas no primeiro semestre do ano devido à guerra comercial entre Estados Unidos e China, o mercado se prepara para viver novos momentos de oscilação no segundo semestre por causa da corrida eleitoral.

Estatais podem sofrer grandes oscilações

Em 2014, ano da última eleição no país, a chance de troca de governo impactou muito o preço dos ativos no mercado brasileiro.

As ações que costumam sofrer maior impacto com as eleições são as de estatais como a Petrobras, tendo em vista que o candidato que vencer a corrida presidencial pode ter grande influência sobre a instituição. Em 2014, as ações da petroleira, viveram momentos de forte oscilação.

Não só a Petrobras, mas diversas outras empresas com participação do governo em sua administração estão na bolsa, como Banco do Brasil, BB Seguridade, Eletrobras, Eletropar, e etc. Sendo assim, todas elas podem sofrer grandes oscilações em período eleitoral.

Como proteger os investimentos neste cenário

Neste momento, as decisões de investimento dentro da bolsa de valores devem levar em consideração toda a incerteza e a instabilidade refletida pela eleição no Brasil.

A cada nova pesquisa eleitoral, o investidor acaba vendo uma resposta diferente do mercado e por isso, é bom ser criterioso na hora de escolher uma empresa para investir.

De acordo com Felipe Estevam, analista de investimentos CNPI-T, a recomendação é evitar empresas que são afetadas diretamente por decisões políticas, como estatais e instituições com grande influência governamental, como no caso das empresas citadas acima.

A melhor opção nesses casos é ter uma carteira de ações diversificada, com ativos de diferentes setores, assim o investidor reduz o risco e pode lucrar com o cenário de volatilidade, mesmo em momentos mais conturbados do mercado.

O novo chefe de Estado poderá ser definido no dia 07 de outubro. Em caso de segundo turno, o país conhecerá o seu novo presidente algumas semanas depois, em 28 de outubro.

Até lá, as especulações seguem e o mercado poderá reagir de maneiras diferentes frente a cada possibilidade. Cabe ao investidor se resguardar e procurar boas oportunidades de ganho dentro das oscilações que podem ocorrer.

Publicidade

Últimas Notícias

banner_300x250_V2_01_vacina_portais.gif

17 de Janeiro de 2021

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

   CONTATO:

         E-mail: redacao@jornale.com.br

         CEL: (41) 9.9978-9956

Editorias

Editais

Siga Jornale

  • Pinterest