Beto Richa está preso por investigação estadual

Gaeco apura licitações no programa de patrulhas rurais

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Curitiba (Gaeco) prendeu nesta terça-feira o ex-governador Beto Richa (PSDB) e mais 13 pessoas na Operação "Rádio Patrulha". Um dos mandados de prisão não foi cumprido porque o empresário Joel Malucelli não foi localizado. Os policiais cumpriram 26 mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu. O Ministério Público investiga o direcionamento de licitações no programa do governo etadual Patrulha no Campo.

O coordenador do Gaeco de Curitiba, Leonir Batisti, afirmou que as investigações estão sob sigilo e não iria revelar mais detalhes sobre os pedidos de prisão. "As prisões foram realizadas para preservar os interesses da investigação. Posso dizer apenas que investigamos as práticas de fraude a licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça", disse Batisti.

Além do ex-governador foram presos a ex-secretária da Criança Fernanda Richa, mulher de Beto; o ex-secretário da Infraestrutura José Richa Filho, irmão de Beto; o ex-secretário de Cerimonial Ezequias Moreira; o ex-secretário de Assuntos Estratégicos Edson Casagrande; o primo de Beto Luiz Abib Antoun; os empresários Celso Frare; Aldair W. Petry; Dirceu Pupo; Emerson Cavanhago e Robinson Cavanhago; os advogados Túlio Bandeira e André Felipe Bandeira. Também foi decretada a prisão do ex-chefe de gabinete de Richa Deonilson Roldo, que coincidentemente foi preso nesta terça-feira pela Operação Lava Jato.

As empresas investigadas na operação são Cotrans, Ouro Verde e J. Malucelli.

Batisti revelou ainda que as buscas foram dirigidas a 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas em Curitiba e à sede do DER-PR.

O coordenador do Gaeco negou que as prisões tenham relação com o período eleitoral. "O Ministério Público se pauta de acordo com as suas próprias condições. Não podemos parar nossos trabalhos por motivos dessa natureza".

O empresário Joel Malucelli não foi localizado pela polícia e de acordo com amigos ele estaria em viagem à Itália. Ele é dono da J. Malucelli, é da emissora de TV Band de Curitiba , das rádios BandNews e CBN de Curitiba e do Metro Jornal, em Curitiba. Atualmente é suplente de senador de Alvaro Dias, candidato à Presidência da República pelo Podemos.

Manifestações das defesas

Em nota a assessoria do empresário afirma que as acusações são injustas e ele nega qualquer irregularidade. Ressalta ainda que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos. A nota diz ainda que em 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontra em férias, fora do país, aguardando orientação de seus advogados, que ainda não foram notificados oficialmente sobre a operação.

Os advogados de defesa do ex-governador Beto Richa afirmam que pretendem conhecer as ordens judiciais proferidas e que não tiveram acesso à investigação do Gaeco.

A assessoria de imprensa do grupo Ouro Verde encaminhou uma nota informando que "no curso ordinário de seus negócios, prestou serviços de locação de máquinas e equipamentos pesados ao Estado do Paraná durante o período de abril de 2013 a julho de 2015 após se sagrar vencedora em processo licitatório público e que cumpriu todas as suas obrigações legais no âmbito de tal contratação, inclusive havendo atualmente cobrança judicial contra o Estado por valores não pagos, apesar dos serviços prestados. Ao longo de seus 45 anos de história, a Ouro Verde jamais se envolveu e nega qualquer envolvimento com relação a qualquer ato ilícito, e tem plena convicção de que demonstrará isso de forma cabal às autoridades competentes."

A assessoria juridica da empresa Cotrans disse que não teve acesso ao teor do processo e soube da citação da empresa através da imprensa. Informou ainda que não houve nenhum procedimento de busca e apreensão no local . A defesa disse ainda que a empresa se coloca à disposição das autoridades para fazer os esclarecimentos necessários.

31 de outubro de 2020

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