Sindimoc critica vereadores pela falta de banheiro nas estações-tubo

Câmara deu parecer contrário às instalações

Reivindicação antiga de motoristas e cobradores de ônibus, a instalação de banheiros em estações-tubo sofreu uma derrota na Câmara Municipal de Curitiba, na terça-feira (28), e causou a revolta da categoria. De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, os trabalhadores tem sofrido, principalmente no inverno, e o parecer negativo foi visto com muita decepção. “A gente vem lutando, buscando uma solução há anos, e a gente vê com esperança a aprovação do projeto. Nós costumamos ouvir posicionamentos dos vereadores, mas o que nos surpreende são pessoas ligadas ao mundo do trabalho também votando contra os trabalhadores, o que dificulta até nosso discurso de ter um sindicato atuante”, disse o presidente do Sindimoc. Entre os alvos da crítica de Teixeira está a vereadora Professora Josete (PT). Relatora da proposta, ela questionou os valores apresentados. Segundo a vereadora, se for considerado o valor médio de R$ 1,5 mil por banheiro químico, e que Curitiba tem 329 estações-tubo, seria necessário investir inicialmente R$ 493,5 mil. Contudo, Josete diz, haveria ainda a necessidade de saber quanto custará a manutenção dessas unidades, que precisariam ser higienizadas regularmente, assim como repostas ou consertadas em caso de vandalismo. “São mais de R$ 650 mil de um dinheiro que provém das tarifas de transportes e que foram repassados às empresas gestoras do sistema com o propósito de construir banheiros químicos. No entanto, nenhum banheiro foi construído até então, estando esta verba agora em poder da Urbs”, disse. Para Teixeira, esses valores já foram pagos. “Esse recurso já estava incluído na tarifa, mas os empresários abriram mão. Eles então, junto com a Urbs, retiraram esse valor da tarifa, mas já foi cobrado dos usuários e não foi devolvido a eles. Enquanto isso, os trabalhadores seguem numa situação precária e necessitando de um mínimo de condição para a atividade”, concluiu. Votaram contrariamente ao parecer ainda Ezequias Barros (PRP), Jairo Marcelino (PSD), Osias Moraes (PRB), Paulo Rink (PR) e Sabino Picolo (DEM). A recusa não impede que ele siga em trâmite na casa.

30 de outubro de 2020

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