Marido admite que montou cenário de suicídio para professora

Homem está preso sob suspeita de feminicídio

A Polícia Civil concluiu na quarta-feira (22) o inquérito que investigava o crime que vitimou a professora Adriana Cristina Cazon dos Santos, de 43 anos. As investigações resultaram na prisão de Nelson Rogério Prado, de 43 anos, suspeito pelo crime de feminicídio, ocorrido no dia 23 de julho de 2018, no bairro Atuba, em Curitiba. Adriana foi encontrada em sua residência em situação que apontava para um suicídio por enforcamento, pois estava com um objeto semelhante a uma alça de bolsa enrolada no pescoço. Porém, segundo a polícia, alguns indícios apontaram para o crime de homicídio, já que a vítima apresentava lesões grandes na cabeça e os sulcos encontrados em seu pescoço não eram compatíveis com suicídio por enforcamento, confirmado através de laudo pericial. Além disso, Prado, que era marido da vítima, apresentou-se na delegacia um dia após o crime. “Ele já estava acompanhado de advogado e foi orientado a aguardar a conclusão do trabalho pericial. Embora orientado, não permaneceu no local, alegando que iria a um pronto socorro, fato este que não ocorreu”, revela a delegada responsável pelo caso, Sabrina Alexandrino, completando que “por todas essas circunstâncias, foi solicitada a prisão temporária de Prado como suspeito do crime, ainda na noite do fato”. Ainda de acordo com a delegada, Prado se apresentou na delegacia um dia após o crime, não sendo possível realizar sua prisão em flagrante, porém já havia sido expedido um mandado de prisão temporária contra ele, sendo cumprido no momento em que se apresentou. Na delegacia, o suspeito preferiu permanecer em silêncio durante seu interrogatório. Durante as investigações, foram ouvidas várias testemunhas, bem como analisado o celular de algumas delas, em que foi possível constatar que, na manhã do dia do crime, o casal havia tido uma briga por razão de uma suposta traição por parte da vítima. “Testemunhas relataram que o suspeito era extremamente controlador, agressivo e ciumento, razão pela qual Adriana queria se separar, porém ele não aceitava o divórcio”, relatou Sabrina, acrescentando que “apesar das circunstâncias a vítima nunca registrou boletim de ocorrência, tentando preservar sua imagem e da família”. O suspeito encontra-se preso à disposição da Justiça e diante de todos os fatos e provas foi feito pedido de conversão da prisão temporária em prisão preventiva aceito nesta quarta-feira, já que foi concluído durante os trabalhos policiais que ambos discutiram na manhã do crime culminando nas agressões físicas contra Adriana. Segundo a delegada, durante a briga, a vítima mandou mensagem e tentou ligar para quatro pessoas, pedindo por ajuda. Ela chegou a dizer que “precisava que levassem um homem para fazer o marido parar, porque ele não se intimida com mulher”. Ninguém, no entanto, visualizou as mensagens a tempo. A polícia ainda apurou que o filho do casal, um menino de quatro anos, estava em casa no momento do crime, mas não é possível dizer se ele presenciou ou não a morte da mãe.

29 de outubro de 2020

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