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Yves Klein está com nova exposição no Palácio de Blenheim

Adrian Searle fala sobre a nova exposição de Yves Klein no Palácio de Blenheim

"Os caranguejos de Ai Weiwei, os textos de Lawrence Weiner, os espelhos quebrados de Michelangelo Pistoletto e os documentos militares redigidos de Jenny Holzer deram uma atmosfera barroca no Palácio de Blenheim (O Palácio de Bleinheim é um monumental palácio rural, situado em Woodstock, Oxfordshire, Inglaterra. É a única residência rural não-episcopal a ostentar o título de "palácio". Foi construído entre 1705 e cerca de 1722) - lar dos duques de Marlborough e terra natal de Winston Churchill. Artistas foram convidados para expor suas obras nesse patrimônio mundial, uma grande atração turística. A Fundação de Arte de Blenheim insiste que é a exposição mais abrangente de Yves Klein na Grã-Bretanha até hoje.

O enorme retângulo de pigmento ultramarino no chão do grande hall de entrada, uma recriação de uma instalação da obra “Pigmento Puro” de 1957, é arrebatador - uma piscina visual com uma profundidade infinita, vibrando no chão. Klein morreu de um ataque cardíaco em 1962, com 35 anos. Se ele tivesse vivo, ele teria 90 anos.

Mais adiante na exposição, há uma grande tela coberta pelo mesmo ultramarino adulterado, uma cor que Klein conseguiu patentear como International Klein Blue (IKB). É a sua cor de assinatura, representando o vazio. O vazio no coração desta exposição também é inevitável.

A exposição conta com mais de 50 obras. Mas parece a coleção mais fraca do artista francês que vi. Pode haver 50 objetos aqui, mas isso dificilmente conta como uma pesquisa abrangente. Suas primeiras pinturas monocromáticas - em verde, vermelho e rosa - costumam ser mal iluminadas, penduradas em portas, entre cabeças de veado empalhadas. O quadro vermelho acima do armário é quase como uma bandeira regimental de sangue.

Ele tinha seus "pincéis vivos" femininos contorcendo-se sobre a tela antes de uma exposição, enquanto uma orquestra ao vivo tocava. Ele fez suas pinturas (testes) de fogo com a “Gaz de France” (A Gaz de France foi uma produtora e distribuidora francesa de gás natural). Talvez, pensando nas famosas fotografias de Hans Namuth e da pintura de Jackson Pollock, ele se certificou de que a criação de sua arte posterior invariavelmente se tornasse uma “foto-oportunidade”.

Klein perturbou, mas hoje todos os guias turísticos de Blenheim parecem ávidos e ansiosos para dar seguimento a mostra de seus trabalhos e falar sobre as histórias de Klein. A exposição termina na galeria Long Library, com uma série de grandes painéis fotográficos que documentam sua performance de “Zona de sensibilidade pictórica imaterial” em 1962. Os painéis são instruções, mas não necessariamente as obras de arte. Além disso, o Gallery Room no Stables Courtyard é entregue a uma linha do tempo da vida e da carreira de Klein. Eu pensei que havia outra grande pintura de antropometria aqui, mas é apenas uma reprodução de jato de tinta em grandes dimensões. Klein foi ótimo, mas isso é insuportável."

Yves Klein está exposto no Palácio de Blenheim até 7 de outubro.

24 de novembro de 2020

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