Cida retira da pauta reajuste de 1% aos servidores

Governadora afirma que decisão ficará para depois da eleição

A governadora Cida Borghetti (PP) anunciou na manhã desta terça-feira que vai retirar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o projeto de lei que prevê reajuste de 1% para servidores do Executivo. Cida convocou entrevista coletiva no Palácio Iguaçu para dizer que a discussão sobre o reajuste da data-base deve acontecer apenas depois das eleições desse ano.

“Após muita discussão, nós tomamos a decisão da retirada da mensagem que tramita na Assembleia Legislativa prevendo 1% de reajuste aos servidores. Quero deixar claro que recebemos o orçamento com previsão de 0% e após muito diálogo e tratativas com nossos técnicos da Secretaria da Fazenda chegamos ao percentual de 1% do descongelamento da data-base”, disse.

A proposta chegou a ser aprovada em primeira discussão, na sessão de segunda-feira (9), em seguida, o projeto retornou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a inclusão de uma emenda. Na sessão desta terça, a proposta seria novamente apreciada para votação. A decisão do Governo retira o assunto de pauta, definitivamente.

Cida culpou a oposição sobre a emenda de reajuste. “Agora, em uma atitude eleitoreira, irresponsável e inconstitucional, deputados da oposição mandaram a emenda de 2,76% de reajuste, o que inviabiliza a data-base nesse momento. Também quero dizer que é uma prerrogativa do Executivo, portanto, esta emenda é ilegal e irresponsável”, criticou.

A governadora confirmou que a discussão será debatida apenas no fim do ano. “Queremos deixar essa discussão para após o período eleitoral para não politizar esse tema, o dinheiro está garantido e também é retroativo. Podemos, com muita tranquilidade, reforçar o diálogo com o segmento, com o funcionalismo”, disse,

Também na coletiva, o presidente do DEM no Paraná e líder do Governo na Alep, Pedro Lupion, defendeu o valor de 1% ao Executivo. “Nós temos defendido sempre a isonomia, o que o Estado pode dar é um 1% de reajuste. Não era previsto para esse ano nenhum reajuste, recebeu um orçamento que não previa qualquer porcentagem, mas depois de muito diálogo com categorias, com representantes, sindicatos, chegou a uma possibilidade de 1% para descongelar a data-base”, defendeu.

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