Rebelião na Casa de Custódia de Curitiba fica tensa

Detentos divulgam vídeo com ameaças contra reféns



A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba está cada vez mais tensa. Os quatro agentes penitenciários mantidos como reféns desde domingo estão sob constante ameaças dos detentos. Um vídeo divulgado pelos amotinados dá uma ideia do perigo que os agentes correm dentro do presídio.

A Secretaria de Segurança não se manifestou oficialmente sobre o assunto, nem admitiu a participação de facções criminosas na rebelião. A governadora tentou amenizar a situação, classificando a negociação como “pacífica e tranquila”. A Polícia Militar não admite, por enquanto, a possibilidade de invasão. A Casa de Custódia tem capacidade para cerca de 420 detentos, mas está com cerca de 600. O motim acontece na galeria 1, ponto onde ficam pelo menos 172 presidiários.

O motivo da rebelião seria a transferência de sete detentos para outras unidades. Os transferidos seriam integrantes da facção criminosa “Máfia Paranaense”, que estariam sob ameaça de outras facções.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen), Ricardo Miranda, divulgou nota para apelar por uma solução.

“Este momento é de tensão, e a dor de ver um companheiro na ponta da faca é imensurável. Pior ainda é para quem está de refém, sem observar nenhuma possibilidade de final dessa trágica rebelião.

O Governo do Paraná deixou por anos de se investir no sistema prisional, facilitando com que presos se organizem, e utilizem nossa categoria como moeda de troca para suas reivindicações. Todas as penitenciárias estão superlotadas e com baixo efetivo, nos transformando em reféns potenciais.


Não suficiente, o Governo do Estado vem anunciando a colocação de conteiners nas penitenciárias já sucateadas, ao invés de se construir novas unidades, e contratar novos funcionários.

Com uma política de sucateamento das estruturas das unidades penais, e com a desvalorização da carreira de agentes penitenciários, cada vez mais vamos nos aproximando ao fundo do poço.

Temos que ter cautela nos nossos movimentos, para poder preservar a vida de nossos irmãos neste momento, mas vamos ter que agir com rigor para solicitar o fim da política dos shelters, (política essa que inclusive vem sendo respaldada por alguns diretores agentes penitenciários)a restruturação urgente de nossa carreira, contratação de novos agentes penitenciários, investimento em equipamentos e cursos de formação continuada, e o fim da defasagem de nossos salários.”

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28 de Fevereiro de 2021

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