Prepare o bolso: a conta de luz vai ficar mais cara

Além de reajuste, Aneel determinou que tarifa terá bandeira vermelha

Aumento passa a valer já neste domingo para 4,5 milhões de unidades consumidoras do Paraná. Consumidores residenciais e de comércios de pequeno porte terão reajustes de 15,3%. Os consumidores industriais e de estabelecimentos de grande porte terão elevados em 17,55%.

Mas não é só isso. Além do reajuste, as tarifas de energia devem ter mais impacto. A Aneel anunciou bandeira vermelha para as contas de junho. Com isso, a tarifa terá um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Considerando uma média de consumo das famílias na faixa de R$ 130,00 reais, significa que o aumento pode 170 Kwh, significa que a nova fatura pode chegar a R$ 150,00 mais R$ 5,00 da bandeira vermelha. Ou seja, a fatura passará de R$ 130,00 para R$ 155,00.

Se o aumento impacta diretamente no bolso do consumidor não poderia ser diferente no setor produtivo, que gera emprego e renda.

Para quem vive e trabalha no campo, em meio a um momento de desaceleração econômica, os novos custos influenciam negativamente a capacidade competitiva do agronegócio.

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Proteína Animal(ABPA), Ricardo Santin, o aumento vem em péssima hora. A energia é o insumo básico para praticamente toda cadeia do setor produtivo e o aumento vai impactar no aumento dos custos e no produto final”. Ele explica que no caso dos frigoríficos o problema é ainda maior. Os frigoríficos de médio porte gastam entre R$ 600 mil a R$ 800 mil por mês com energia. Imagine que 17,55% pode representar algo em torno de R$ 150 mil a mais na planilha de custos. E na produção intensiva de aves há a ainda a necessidade da ambiência, que nada mais é que a garantia de conforto térmico para maximização dos resultados. Nesta época de inverno, a demanda aumenta naturalmente”.

No setor industrial, o impacto também é negativo. Segundo a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), as empresas da área de metalurgia, têxtil e de produtos de madeira devem ter maiores problemas de custo com o reajuste de energia. E, o pior: os custos vão parar novamente no bolso das famílias. Segundo João Arthur Mohr, consultor de Infraestrutura da Fiep, deverá haver “um efeito cascata”. Ou seja, os custos mais altos serão repassados aos valores dos produtos.

Últimas Notícias